
Em uma coletiva de imprensa na noite de 2 de março, o Ministério das Relações Exteriores da Polônia informou que não há relatos de cidadãos feridos nos conflitos no Oriente Médio. O porta-voz Maciej Wewiór detalhou que quatro grupos turísticos organizados — cerca de 200 viajantes — já cruzaram de Israel para o Egito, enquanto outros embarcavam em balsas e ônibus fretados saindo da Jordânia. Uma célula de crise interministerial, criada no fim de semana, está em contato com operadoras de turismo, seguradoras e parceiros da UE para compartilhar listas de passageiros e designar escoltas consulares ao longo dos corredores de evacuação. Os Emirados Árabes Unidos se comprometeram a oferecer acomodação temporária para até 10 mil poloneses aguardando voos, aliviando a pressão sobre os recursos consulares. O ministério reforçou o apelo para que agências de viagem cancelem novas partidas para a região e alertou sobre golpes nas redes sociais, em que fraudadores se passam por funcionários da embaixada e exigem pagamento por “lugares prioritários”. As empresas foram lembradas de que devem registrar qualquer viagem a trabalho para destinos de alto risco no portal BiznesAlert, lançado pelo governo no ano passado. Para as equipes de mobilidade, a atualização indica que as rotas terrestres e marítimas continuam viáveis, mas exigem coordenação próxima com os consulados. As companhias devem mapear opções de evacuação por terra em seus planos de contingência e verificar se os funcionários possuem vistos múltiplos para países de trânsito, como Egito e Chipre, que estão processando chegadas emergenciais. Com a equipe de crise da Polônia agora totalmente operacional, os gestores de segurança corporativa devem acompanhar os relatórios diários do ministério — disponíveis em polonês e inglês — para alinhar a comunicação interna às orientações oficiais e evitar instruções contraditórias aos funcionários.