
Nas primeiras horas de 10 de abril de 2026, o jornal diário El Español revelou detalhes de um rascunho confidencial que mostra que o Ministério da Juventude e Infância da Espanha planeja aumentar a capacidade nacional para menores migrantes desacompanhados de 16.000 para 17.000 vagas. O documento foi divulgado após regiões lideradas por conservadores boicotarem uma conferência setorial convocada para discutir o tema. Segundo o vazamento, Andaluzia (3.009 vagas), Catalunha (2.829) e Madrid (2.471) absorverão os maiores números absolutos, enquanto Valência, Ceuta e Castilla-La Mancha terão os maiores aumentos percentuais. Presidentes regionais denunciaram o que chamam de um “decretão” imposto sem base legal, argumentando que o decreto de contingência de 2025, no qual se apoia, já expirou. O Ministério insiste que o mecanismo continua válido e aponta para uma recente decisão do procurador provincial de Madrid que afirma a legalidade das transferências em curso. O ruído político é significativo para gestores de mobilidade global, pois as regiões controlam muitos serviços de imigração locais — desde renovações de permissões de trabalho até aulas de integração social — que podem ser afetados se os orçamentos forem redirecionados para cuidados emergenciais infantis. ONGs afirmam que aumentar a capacidade é essencial: os centros de acolhimento das Ilhas Canárias estão novamente lotados após as chegadas marítimas da primavera vindas da África Ocidental. O governo central pretende aprovar as novas cotas no conselho de ministros antes do aumento previsto para o verão.
Fonte: El Español
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