
O Conselho Europeu para Refugiados e Exilados (ECRE) divulgou em 11 de junho seu Relatório Anual AIDA sobre a Irlanda, oferecendo um panorama detalhado dos procedimentos de asilo, acolhimento e integração durante 2025. O estudo de 120 páginas aponta que o número de pedidos permaneceu alto, com 13.159 solicitações, e o tempo médio de processamento na primeira instância foi de 17 meses — números que os autores esperam ver reduzidos com as reformas previstas para 2026. Entre os principais avanços, destaca-se o piloto “Transição do Pacto” no verão de 2025, que aplicou regras aceleradas para nacionalidades com baixas taxas de reconhecimento, preparando o país para o prazo do Pacto da UE vigente. O relatório registra um aumento de 78% na adesão ao retorno voluntário após o aumento dos incentivos para €2.500 por pessoa e detalha propostas controversas para endurecer os critérios de reunificação familiar e cidadania para beneficiários de proteção. O acolhimento continua sendo o calcanhar de Aquiles da Irlanda. A falta de capacidade deixou homens solteiros em situação de rua por longos períodos; locais emergenciais com tendas enfrentaram desafios legais e protestos locais. O Tribunal de Justiça da UE decidiu que a falha em garantir condições básicas pode violar a legislação europeia, uma sentença que provavelmente influenciará a forma como o Estado implementará suas novas obrigações de acomodação previstas na Lei de Proteção Internacional de 2026. Para empregadores, o anexo sobre o mercado de trabalho do relatório é esclarecedor: em fevereiro de 2026, 121.048 pessoas tinham status de proteção temporária, muitas delas aptas para trabalhar imediatamente. No entanto, o fim da oferta gratuita de alojamento a partir de abril de 2026 pode levar beneficiários a se deslocarem dentro da UE, impactando o planejamento de mão de obra em setores como saúde e agroalimentar. O ECRE defende processos “previsíveis e em conformidade com os direitos” e alerta que regras mais rígidas para reunificação familiar podem prejudicar a integração. Profissionais da mobilidade devem acompanhar as próximas decisões do Supremo Tribunal sobre padrões de acolhimento, que podem provocar novas alterações legislativas.
Fonte: ECRE
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