
Chegando à conferência de lançamento em Nicósia, o ministro cipriota da Migração, Nicholas Ioannides, adotou um tom cauteloso, afirmando à agência de notícias holandesa ANP que o bloco precisará “certamente de um ano” para que os dez regulamentos do Pacto de Migração funcionem perfeitamente. “A entrada em vigor hoje não é o fim; estamos apenas começando”, disse ele. Ioannides destacou a legislação nacional incompleta em vários Estados-membros e as lacunas técnicas na integração dos sistemas de TI de gestão de fronteiras com o Sistema de Informação Schengen. Ele pediu à Comissão Europeia que continue financiando treinamentos e infraestrutura para que os países na linha de frente evitem gargalos durante a temporada turística de 2027. Para Chipre, o timing é crucial. O tráfego de voos charter no Aeroporto de Larnaca deve superar os níveis de 2019, e qualquer procedimento manual durante a triagem de passaportes pode resultar em longas filas. As companhias aéreas que operam com tempos apertados nas rotas da ilha temem perder slots caso os quiosques biométricos não estejam totalmente calibrados. Os comentários do ministro lembram que as empresas devem encarar 12 de junho como o início de uma transição, e não uma mudança imediata. As equipes de mobilidade são aconselhadas a informar os viajantes sobre possíveis atrasos pontuais, portar documentação extra e acompanhar os avisos dos operadores aeroportuários nos próximos meses. Autoridades da UE admitem em privado que alguns elementos — como o reconhecimento mútuo das decisões de retorno — podem ultrapassar 2027 caso os bancos de dados dos Estados-membros não sejam interoperáveis, reforçando a avaliação de Chipre de “no mínimo um ano”.
Fonte: ANP via ZeelandNet
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