
Na reunião de quinta-feira do Conselho de Ministros do Ambiente da UE, o Comissário Europeu Wopke Hoekstra enviou uma mensagem incomumente direta a Ancara: qualquer tentativa de excluir a República de Chipre da COP31, que ocorrerá em novembro em Antália, seria inaceitável. O alerta surge após relatos de que os organizadores turcos omitiram oficiais cipriotas das reuniões preparatórias, mesmo com Chipre assumindo a presidência rotativa da UE durante a cúpula. A Ministra da Agricultura de Chipre, Maria Panayiotou, levantou a questão, levando vários Estados-membros — incluindo Irlanda e Polônia — a ameaçarem um boicote coletivo aos eventos paralelos caso Chipre não seja tratado em igualdade de condições. Países anfitriões não podem barrar partes credenciadas da UNFCCC, mas a não-reconhecimento da República de Chipre pela Turquia criou áreas cinzentas em relação aos convites para briefings em nível nacional. Por que isso importa para a mobilidade global? Dezenas de multinacionais têm suas equipes de sustentabilidade no Mediterrâneo Oriental baseadas em Nicósia ou Limassol e planejam enviar delegados para Antália. A incerteza sobre a acreditação pode afetar prazos para emissão de vistos, alocação de hotéis e pacotes de patrocínio. Gestores de viagens devem preparar planos de contingência — como encaminhar funcionários por meio de delegações coordenadas pela UE — até que a Turquia esclareça seu protocolo de convites. Diplomatas esperam que o tema volte a ser discutido no Conselho Informal de Assuntos Exteriores em julho; uma resolução rápida evitaria aos participantes da COP31 os transtornos logísticos vistos em conferências climáticas anteriores, onde disputas de credenciais de última hora causaram atrasos na emissão de vistos na chegada.
Fonte: Cyprus Mail