
No dia 13 de abril de 2026, as portas do Centro de Convenções de Brasília se abriram para o K-Festival inaugural, um fórum cultural e de negócios de três dias que marca seis décadas desde a chegada da primeira onda de imigrantes sul-coreanos ao Brasil. Organizado pela Embaixada da Coreia do Sul e pela secretaria de turismo do Distrito Federal, o evento conta com shows de K-pop, feiras de comida de rua e uma mini feira de empregos, onde conglomerados coreanos no Brasil — como Hyundai, LG e Posco — entrevistam talentos bilíngues para programas de trainee. A diáspora coreana no Brasil soma cerca de 60 mil pessoas, concentradas no bairro Bom Retiro, em São Paulo. Representantes da embaixada aproveitaram o festival para anunciar a extensão do visto de múltiplas entradas C-3 para visitas de curta duração de empresários brasileiros, que passará de 90 para 180 dias a partir de 1º de maio, facilitando o deslocamento de fornecedores que atuam nas cadeias de suprimentos de semicondutores e veículos elétricos em rápido crescimento entre os dois países. As autoridades locais esperam atrair 40 mil visitantes, gerando R$ 35 milhões em receitas para hotéis, transporte e alimentação. Agências de viagem estão criando pacotes "K-Culture" que combinam ingressos para o festival com passeios às cooperativas agrícolas coreanas em Goiânia, destacando como a diplomacia cultural pode impulsionar o turismo interno. Para gestores de mobilidade, o novo visto coreano de múltiplas entradas por 180 dias reduz a necessidade de reaplicações e pode ser combinado com a isenção de visto já existente para sul-coreanos no Brasil, facilitando a rotatividade de equipes de projetos entre os dois países. Os organizadores afirmam que o festival se tornará um evento anual, alternando entre Brasília, São Paulo e Recife, cidades que abrigam importantes operações corporativas coreanas.
Fonte: Correio Braziliense