
Uma investigação da Associated Press publicada em 14 de abril destaca o crescente temor entre migrantes afegãos detidos em centros de detenção na Polônia. Ativistas afirmam que centenas podem ser deportados para o Afeganistão, controlado pelo Talibã, devido à suspensão parcial do direito de solicitar asilo na fronteira terrestre da Polônia com a Bielorrússia. As restrições, implementadas em março de 2025 e oficialmente consideradas “temporárias”, permitem que os agentes de fronteira neguem pedidos de pessoas que cruzam irregularmente. ONGs argumentam que os guardas agora rejeitam as solicitações quase automaticamente, deixando os requerentes em detenção prolongada com poucas opções legais. O Ministério do Interior da Polônia sustenta que a medida é necessária para conter a “migração instrumentalizada” supostamente orquestrada por Minsk. No entanto, casos citados pela AP incluem indivíduos cujos familiares foram mortos pelo Talibã e que enfrentam perseguição se forem devolvidos. Segundo a legislação da UE, expulsões coletivas para países inseguros são proibidas; Varsóvia insiste que as deportações seguirão avaliações individuais, mas observadores duvidam da capacidade para uma revisão minuciosa. Para os empregadores, a situação complica a contratação de refugiados ou a emissão de permissões de trabalho humanitárias. Empresas que patrocinam talentos afegãos podem precisar apresentar provas mais robustas de emprego para evitar ordens de deportação. Consultores de mobilidade recomendam ainda planos de gestão de crise caso funcionários sejam detidos durante fiscalizações rotineiras próximas à fronteira leste.
Fonte: Associated Press
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