
O Governo do Reino Unido vai intensificar as verificações de imigração nas rotas entre a Grã-Bretanha e a República da Irlanda, após os distúrbios anti-imigrantes em Belfast nesta semana, informou a Agência Anadolu em 11 de junho. A secretária da Irlanda do Norte, Hilary Benn, comunicou ao ministro da Justiça irlandês, Jim O’Callaghan, que recursos adicionais estão sendo mobilizados para proteger a Área Comum de Viagem (Common Travel Area) sem reintroduzir pontos de controle fixos. Equipes baseadas em inteligência irão fiscalizar ônibus, trens e ferries, apoiadas por um orçamento de £3,7 bilhões do Ministério do Interior até 2029.
A medida responde a um ataque com faca no Norte de Belfast, supostamente cometido pelo sudanês Hadi Alodid, que entrou na Irlanda do Norte via Dublin após passar por Paris. O incidente desencadeou duas noites de tumultos e aumentou a pressão política em Londres para conter a migração irregular pela ilha da Irlanda.
Para empresas que operam cadeias de suprimentos em toda a ilha, a possibilidade de paradas pontuais levanta questões logísticas. Transportadoras que atuam sob o Acordo de Windsor temem atrasos caso os motoristas sejam solicitados a comprovar residência; empresas de transporte de passageiros preveem tempos maiores de espera nos terminais de ferry de Belfast International e do Porto de Dublin.
O Ministério do Interior assegura que as interrupções serão mínimas e que cidadãos britânicos e irlandeses manterão o direito à livre circulação. Autoridades irlandesas, em privado, recebem positivamente os recursos adicionais do Reino Unido, observando que as operações conjuntas na Área Comum de Viagem têm sido irregulares desde o Brexit. Contudo, alertam que qualquer percepção de uma “fronteira rígida” pode agravar tensões comunitárias e dificultar a estratégia do Governo de atrair talentos para o corredor tecnológico transfronteiriço no noroeste.
A medida responde a um ataque com faca no Norte de Belfast, supostamente cometido pelo sudanês Hadi Alodid, que entrou na Irlanda do Norte via Dublin após passar por Paris. O incidente desencadeou duas noites de tumultos e aumentou a pressão política em Londres para conter a migração irregular pela ilha da Irlanda.
Para empresas que operam cadeias de suprimentos em toda a ilha, a possibilidade de paradas pontuais levanta questões logísticas. Transportadoras que atuam sob o Acordo de Windsor temem atrasos caso os motoristas sejam solicitados a comprovar residência; empresas de transporte de passageiros preveem tempos maiores de espera nos terminais de ferry de Belfast International e do Porto de Dublin.
O Ministério do Interior assegura que as interrupções serão mínimas e que cidadãos britânicos e irlandeses manterão o direito à livre circulação. Autoridades irlandesas, em privado, recebem positivamente os recursos adicionais do Reino Unido, observando que as operações conjuntas na Área Comum de Viagem têm sido irregulares desde o Brexit. Contudo, alertam que qualquer percepção de uma “fronteira rígida” pode agravar tensões comunitárias e dificultar a estratégia do Governo de atrair talentos para o corredor tecnológico transfronteiriço no noroeste.
Fonte: Anadolu Agency
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