
O Ministério do Interior da Alemanha confirmou discretamente que um programa de incentivo criado para persuadir centenas de afegãos em situação de risco no Paquistão a desistirem dos programas governamentais de admissão fracassou.
Segundo o plano — revelado em uma carta do Ministério do Interior que veio a público no mês passado — cerca de 700 afegãos que já possuem compromissos escritos de admissão na Alemanha receberam uma escolha drástica, com prazo até a meia-noite de 18 de novembro de 2025: aceitar um pagamento em dinheiro e cancelar o direito de serem levados à Alemanha, ou permanecer na fila e correr o risco de perder o compromisso caso as verificações de segurança não sejam concluídas até o final do ano.
De acordo com informações obtidas pelo Focus Online, apenas “cerca de cinco famílias” optaram pelo pagamento. O grupo de ajuda Kabul Luftbrücke, que assiste muitos dos candidatos, afirmou que esses poucos casos envolviam pessoas que já haviam conseguido vistos para os Estados Unidos ou outros países seguros. “Para a grande maioria, a oferta não era alternativa — retornar ao Afeganistão controlado pelo Talibã é impensável”, disse a porta-voz Eva Beyer ao veículo.
O dilema do Ministério é o tempo. Berlim prometeu a Islamabad que todo o grupo deixaria o Paquistão até 31 de dezembro de 2025, mas a triagem de segurança e o processamento de vistos em Islamabad desaceleraram consideravelmente desde que a Alemanha aboliu o processo informal de apelação de vistos (“Remonstration”) em julho e introduziu verificações adicionais de antecedentes. Caso o prazo não seja cumprido, espera-se que o Paquistão retome as deportações de afegãos sem documentação — o que pode comprometer o programa humanitário emblemático da Alemanha e expor Berlim a ações judiciais.
Advogados especializados em migração alertam que a Alemanha pode agora ter que organizar voos charter adicionais ou acelerar as entrevistas de segurança em Islamabad para evitar um fiasco diplomático e moral. Para empregadores que planejam transferir funcionários afegãos ou talentos do setor de desenvolvimento, o episódio serve como um lembrete de que as admissões humanitárias continuam sujeitas a prazos políticos rigorosos e a processos complexos de verificação de segurança — mesmo quando os compromissos de admissão já foram emitidos.
Segundo o plano — revelado em uma carta do Ministério do Interior que veio a público no mês passado — cerca de 700 afegãos que já possuem compromissos escritos de admissão na Alemanha receberam uma escolha drástica, com prazo até a meia-noite de 18 de novembro de 2025: aceitar um pagamento em dinheiro e cancelar o direito de serem levados à Alemanha, ou permanecer na fila e correr o risco de perder o compromisso caso as verificações de segurança não sejam concluídas até o final do ano.
De acordo com informações obtidas pelo Focus Online, apenas “cerca de cinco famílias” optaram pelo pagamento. O grupo de ajuda Kabul Luftbrücke, que assiste muitos dos candidatos, afirmou que esses poucos casos envolviam pessoas que já haviam conseguido vistos para os Estados Unidos ou outros países seguros. “Para a grande maioria, a oferta não era alternativa — retornar ao Afeganistão controlado pelo Talibã é impensável”, disse a porta-voz Eva Beyer ao veículo.
O dilema do Ministério é o tempo. Berlim prometeu a Islamabad que todo o grupo deixaria o Paquistão até 31 de dezembro de 2025, mas a triagem de segurança e o processamento de vistos em Islamabad desaceleraram consideravelmente desde que a Alemanha aboliu o processo informal de apelação de vistos (“Remonstration”) em julho e introduziu verificações adicionais de antecedentes. Caso o prazo não seja cumprido, espera-se que o Paquistão retome as deportações de afegãos sem documentação — o que pode comprometer o programa humanitário emblemático da Alemanha e expor Berlim a ações judiciais.
Advogados especializados em migração alertam que a Alemanha pode agora ter que organizar voos charter adicionais ou acelerar as entrevistas de segurança em Islamabad para evitar um fiasco diplomático e moral. Para empregadores que planejam transferir funcionários afegãos ou talentos do setor de desenvolvimento, o episódio serve como um lembrete de que as admissões humanitárias continuam sujeitas a prazos políticos rigorosos e a processos complexos de verificação de segurança — mesmo quando os compromissos de admissão já foram emitidos.
Fonte: Focus Online
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