
O ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, solicitou em 17 de dezembro que a Aneel, agência reguladora de energia, avalie a possibilidade de encerrar o contrato de distribuição da Enel em São Paulo, após mais um apagão massivo que deixou mais de dois milhões de clientes sem eletricidade.
Além do desconforto residencial, as quedas de energia têm efeitos em cadeia na mobilidade global: o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, perdeu sistemas essenciais durante a tempestade, contribuindo para os 369 voos cancelados reportados no início da semana. Multinacionais com sedes na América Latina ao longo do corredor tecnológico da Avenida Berrini enfrentaram dois dias inteiros operando com geradores a diesel, prejudicando o envio de documentos para vistos, que dependem de conexões estáveis à internet via portal MigranteWeb da Polícia Federal.
Segundo a lei de concessões do Brasil, a Aneel pode aplicar multas ou iniciar um processo de “caducidade” do serviço público, que pode resultar na transferência da operação para outro fornecedor. Em qualquer dos casos, haverá um período de transição em que as interrupções programadas provavelmente aumentarão, levando os gestores prediais a revisarem seus planos de continuidade de negócios.
A Enel tem 30 dias para responder à última notificação da Aneel; a empresa alega que as falhas foram causadas por condições climáticas extremas, e não por falhas na manutenção. No entanto, sindicatos apontam que o quadro de funcionários caiu 15% desde que a Enel assumiu a concessão em 2018, o que prolonga o tempo de reparo.
Empresas globais estão sendo orientadas a mapear as residências dos funcionários essenciais dentro da área de serviço da Enel e a atualizar políticas de “local seguro de trabalho” que permitam o trabalho remoto durante apagões prolongados.
Além do desconforto residencial, as quedas de energia têm efeitos em cadeia na mobilidade global: o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, perdeu sistemas essenciais durante a tempestade, contribuindo para os 369 voos cancelados reportados no início da semana. Multinacionais com sedes na América Latina ao longo do corredor tecnológico da Avenida Berrini enfrentaram dois dias inteiros operando com geradores a diesel, prejudicando o envio de documentos para vistos, que dependem de conexões estáveis à internet via portal MigranteWeb da Polícia Federal.
Segundo a lei de concessões do Brasil, a Aneel pode aplicar multas ou iniciar um processo de “caducidade” do serviço público, que pode resultar na transferência da operação para outro fornecedor. Em qualquer dos casos, haverá um período de transição em que as interrupções programadas provavelmente aumentarão, levando os gestores prediais a revisarem seus planos de continuidade de negócios.
A Enel tem 30 dias para responder à última notificação da Aneel; a empresa alega que as falhas foram causadas por condições climáticas extremas, e não por falhas na manutenção. No entanto, sindicatos apontam que o quadro de funcionários caiu 15% desde que a Enel assumiu a concessão em 2018, o que prolonga o tempo de reparo.
Empresas globais estão sendo orientadas a mapear as residências dos funcionários essenciais dentro da área de serviço da Enel e a atualizar políticas de “local seguro de trabalho” que permitam o trabalho remoto durante apagões prolongados.
Fonte: Reuters
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