
A movimentação de negócios que pode transformar o cenário aeroportuário do Brasil acelerou em 5 de novembro, quando fontes revelaram à Reuters que o Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), do México, é o principal interessado nos ativos aeroportuários da Motiva Infraestrutura de Mobilidade. A Motiva — antes gigante da infraestrutura CCR — colocou o portfólio à venda no início deste ano para focar em rodovias pedagiadas. A oferta da Asur, de cerca de R$ 5 bilhões (US$ 925 milhões), excluindo dívidas, superou as propostas da espanhola Aena e da argentina Corporación América Airports, segundo as fontes.
O pacote inclui 17 aeroportos regionais brasileiros, além das participações da Motiva em hubs em Quito, San José e Curaçao. Juntos, esses ativos movimentaram cerca de 45 milhões de passageiros em 2024, garantindo ao comprador uma fatia de mercado doméstico brasileiro na casa dos dois dígitos. Um acordo de venda deve ser fechado até o final do ano.
Impactos na mobilidade: a nova gestão geralmente traz injeções de capital que ampliam a capacidade dos terminais, desenvolvem rotas e melhoram os serviços aos passageiros — pontos críticos para viajantes corporativos que dependem de conexões domésticas eficientes após chegadas internacionais em São Paulo ou Rio. A Asur já opera Cancún e outros aeroportos mexicanos de grande fluxo, sendo reconhecida por usar receitas de lojas duty-free para modernizar instalações sem aumentar excessivamente as tarifas, um modelo que as companhias brasileiras esperam que estimule, e não freie, o crescimento.
Por outro lado, sindicatos temem cortes de empregos, e equipes de planejamento de rotas receiam que um operador estrangeiro eleve as taxas aeronáuticas para recuperar o investimento. Gestores de mobilidade devem acompanhar revisões nos contratos de concessão e estar preparados para orientar os viajantes sobre possíveis mudanças em procedimentos de segurança, acesso a salas VIP e horários de voos regionais caso a Asur assuma o controle.
Estratégicamente, a venda dos aeroportos brasileiros segue uma tendência mais ampla na América Latina de transferir infraestrutura pública para o setor privado — frequentemente atraindo expertise multinacional expatriada. O negócio pode abrir novas oportunidades para especialistas em operações, TI e varejo que falem espanhol e inglês, além de gerar demanda por moradia temporária em capitais regionais como Recife, Goiânia e Curitiba.
O pacote inclui 17 aeroportos regionais brasileiros, além das participações da Motiva em hubs em Quito, San José e Curaçao. Juntos, esses ativos movimentaram cerca de 45 milhões de passageiros em 2024, garantindo ao comprador uma fatia de mercado doméstico brasileiro na casa dos dois dígitos. Um acordo de venda deve ser fechado até o final do ano.
Impactos na mobilidade: a nova gestão geralmente traz injeções de capital que ampliam a capacidade dos terminais, desenvolvem rotas e melhoram os serviços aos passageiros — pontos críticos para viajantes corporativos que dependem de conexões domésticas eficientes após chegadas internacionais em São Paulo ou Rio. A Asur já opera Cancún e outros aeroportos mexicanos de grande fluxo, sendo reconhecida por usar receitas de lojas duty-free para modernizar instalações sem aumentar excessivamente as tarifas, um modelo que as companhias brasileiras esperam que estimule, e não freie, o crescimento.
Por outro lado, sindicatos temem cortes de empregos, e equipes de planejamento de rotas receiam que um operador estrangeiro eleve as taxas aeronáuticas para recuperar o investimento. Gestores de mobilidade devem acompanhar revisões nos contratos de concessão e estar preparados para orientar os viajantes sobre possíveis mudanças em procedimentos de segurança, acesso a salas VIP e horários de voos regionais caso a Asur assuma o controle.
Estratégicamente, a venda dos aeroportos brasileiros segue uma tendência mais ampla na América Latina de transferir infraestrutura pública para o setor privado — frequentemente atraindo expertise multinacional expatriada. O negócio pode abrir novas oportunidades para especialistas em operações, TI e varejo que falem espanhol e inglês, além de gerar demanda por moradia temporária em capitais regionais como Recife, Goiânia e Curitiba.
Fonte: Reuters