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China inclui Reino Unido e Canadá no programa de entrada sem visto por 30 dias

fev. 27, 2026
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China inclui Reino Unido e Canadá no programa de entrada sem visto por 30 dias
Na maior ampliação do seu programa de isenção de visto para estadias curtas desde a pandemia, a China concedeu oficialmente a portadores de passaportes comuns do Reino Unido e do Canadá a entrada sem visto para estadias de até 30 dias. A medida, anunciada pelo Conselho de Estado e confirmada pela Administração Nacional de Imigração (NIA), entrou em vigor em 17 de fevereiro de 2026 e foi divulgada internacionalmente em 26 de fevereiro. Com isso, o número total de países beneficiados pela isenção de visto de 30 dias na China chega a 50.

Contexto – Até agora, nem o Reino Unido nem o Canadá tinham acesso unilateral sem visto ao território continental chinês, apesar dos fortes investimentos bilaterais e das significativas comunidades de estudantes estrangeiros. A decisão de Pequim ocorre após meses de diálogo diplomático, incluindo o primeiro Diálogo Econômico e Financeiro Reino Unido-China em quatro anos e a retomada das conversas ministeriais diretas sobre comércio com o Canadá.

A isenção vale para turismo, reuniões de negócios, visitas familiares e trânsito, mas não para trabalho remunerado ou estudos de longa duração. Os viajantes devem portar passaportes válidos por pelo menos seis meses após a chegada e registrar-se junto à polícia local (procedimento geralmente feito automaticamente pela maioria dos hotéis).

China inclui Reino Unido e Canadá no programa de entrada sem visto por 30 dias


Importância para a mobilidade global – Para multinacionais, a mudança elimina a necessidade de agendar vistos, processo que costumava levar de três a quatro semanas em Londres e Toronto. Gestores de mobilidade podem autorizar viagens de última hora para início de projetos, inspeções de instalações e apresentações comerciais sem a burocracia do convite para visto “M” (negócios). O site de busca de passagens aéreas ForwardKeys estima um aumento de 42% nos itinerários Reino Unido-China para partidas em março e abril, enquanto operadores turísticos canadenses relatam crescimento de dois dígitos na demanda por grupos para Xangai e Pequim.

Implicações práticas – As empresas devem continuar avaliando o propósito de cada viagem. A NIA mantém a discricionariedade para negar entrada caso o oficial entenda que as atividades configuram “trabalho” e não visita de negócios. Permanências além do prazo acarretam multas de 500 yuans por dia e podem resultar em proibição de reentrada por vários anos. Viajantes frequentes devem manter comprovantes de passagens de saída e agendas de reuniões. Quem transitar por Hong Kong ou Macau deve observar que o prazo de 30 dias só reinicia se a entrada no continente for registrada com um novo carimbo.

Perspectivas – A isenção é um projeto-piloto válido até 31 de dezembro de 2026. As autoridades avaliarão dados de conformidade e gastos dos visitantes antes de decidir sobre a extensão ou a concessão de múltiplas entradas. Analistas esperam novas inclusões de países da Commonwealth — Nova Zelândia e Austrália são os próximos na lista — caso os indicadores econômicos permaneçam positivos.
Fonte: Travel and Tour World

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