
A Comissão Europeia anunciou em 9 de março de 2026 que coordenou mais de 42 voos de emergência para repatriar cidadãos europeus presos no Oriente Médio após o fechamento do espaço aéreo regional. O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que cerca de 25.000 nacionais retornaram por meio de voos comerciais e charter desde 2 de março, incluindo rotações operadas pela Etihad para Roma e Milão, além de uma série de voos especiais Muscat–Roma organizados com a Oman Air. A Unidade de Crise de Roma está agora focada em grupos menores espalhados pelo Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita, com uma evacuação final da Arábia Saudita prevista para 12 de março. Equipes consulares italianas foram enviadas a Abu Dhabi e Doha para emitir documentos de viagem emergenciais, e a Guardia di Finanza foi autorizada a acompanhar viajantes vulneráveis nos aeroportos durante conexões em países terceiros. Em uma sessão no parlamento, o Ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, elogiou os mecanismos de proteção civil da UE pela partilha de custos e capacidade aérea entre os Estados-membros, destacando que dois voos também transportaram cidadãos alemães e letões que, de outra forma, teriam esperado dias por assentos. Tajani acrescentou que a Itália buscará reembolso pelo Mecanismo de Proteção Civil da União e defenderá a criação de uma ‘Reserva Permanente de Solidariedade em Mobilidade’ no próximo Conselho de Assuntos Externos. Gestores de viagens corporativas foram orientados a revisar cláusulas de evacuação em apólices de seguro de viagem e garantir que os funcionários registrem seus itinerários no portal da Farnesina antes da partida. Empregadores com operações no Oriente Médio devem manter fundos de contingência para estadias em hotéis e mudanças de rota de última hora, caso ocorram novos fechamentos. Do ponto de vista logístico, as companhias aéreas desviaram a maior parte do tráfego Golfo–Europa via Muscat e Jeddah, aumentando o tempo de voo em até três horas. Departamentos de RH que organizam viagens de retorno para funcionários destacados são aconselhados a permitir tempo extra de descanso após o retorno à Itália.