
A Polícia Federal (PF) do Brasil anunciou na sexta-feira a prisão de um funcionário de rampa de companhia aérea no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, após a interceptação de uma mala contendo 70 quilos de tijolos de cocaína rotulados como “Blessed”. Com base em informações da unidade de segurança interna do aeroporto, os agentes agiram quando o suspeito tentava colocar a mala na esteira para um voo noturno com destino a Amsterdã. A apreensão faz parte da ‘Operação Rampa Limpa’ — uma ação de um ano contra a corrupção entre as equipes de solo que têm acesso privilegiado à área estéril do maior aeroporto do país. A porta-voz da PF, Camila Pinho, afirmou que os investigadores vão analisar imagens de câmeras de segurança e registros de folha de pagamento para identificar a rede criminosa que supostamente pagava funcionários para trocar bagagens etiquetadas após a fiscalização aduaneira. “Estamos tratando como tráfico transnacional organizado, com possíveis ligações a cartéis europeus”, destacou. Entre quarta e quinta-feira, a mesma equipe da PF cumpriu três ordens judiciais nos pontos de controle migratório de Guarulhos: um passageiro foi impedido de embarcar após um juiz de Minas Gerais determinar a apreensão do passaporte por pensão alimentícia atrasada, enquanto outros dois foram presos por mandados criminais em aberto. Os casos evidenciam o uso crescente de bancos de dados judiciais em tempo real nos controles de saída do país — uma evolução que equipes de compliance devem acompanhar ao planejar viagens corporativas de última hora. Para os departamentos de viagens corporativas, o episódio reforça a importância de protocolos rigorosos de cadeia de custódia para cargas de alto valor ou sensíveis que saem do Brasil. As companhias aéreas que operam no GRU já reemitiram diretrizes limitando o uso de celulares na área de rampa e instituindo inspeções secundárias aleatórias, mesmo para funcionários com crachás permanentes de acesso ao lado ar. Provedores logísticos podem enfrentar auditorias mais rigorosas na documentação de exportação até o fim da investigação. Do ponto de vista das políticas públicas, a PF solicitou recursos para instalar scanners corporais adicionais e unidades caninas antes do pico de viagens nas férias de julho. Se aprovadas, as medidas podem reduzir a fluidez do fluxo de passageiros; empresas são aconselhadas a considerar tempo extra para segurança nos roteiros de viagem no próximo trimestre.
Fonte: BOL / UOL Notícias
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