
Um tribunal distrital em Siddharthnagar, Uttar Pradesh — a poucos quilômetros da fronteira com o Nepal — condenou dois cidadãos chineses a dois anos e 15 dias de prisão em 12 de junho por cruzarem a Índia sem visto. A dupla, presa em 2023 após atravessar por uma rota remota à beira do rio, admitiu ter usado o Google Maps para navegar pela fronteira porosa rumo a Bengaluru, supostamente para tentar uma audiência com o Dalai Lama. A condenação, com base na Seção 14(A) da Lei de Estrangeiros de 1946, sinaliza uma postura judicial mais rigorosa contra entradas ilegais, em meio ao aumento da vigilância nas fronteiras do norte da Índia. As autoridades têm usado cada vez mais dados de mapeamento digital e perícia em celulares para comprovar violações intencionais da fronteira, fortalecendo processos que antes fracassavam por falta de provas. Para empresas estrangeiras que movimentam funcionários pelos corredores Índia-Nepal-China, a mensagem é clara: travessias irregulares — mesmo que motivadas por razões pessoais ou religiosas — podem resultar em prisão. As companhias devem garantir que seus colaboradores e viajantes aventureiros obtenham vistos adequados, portem passaportes carimbados nos pontos de controle terrestre e evitem “atalhos de trekking” populares entre mochileiros. A decisão também impõe nova responsabilidade à Sashastra Seema Bal (SSB) e à polícia local para patrulhar pontos de passagem menos usados, o que pode atrasar o comércio legítimo durante fiscalizações aleatórias. Provedores logísticos que transportam mercadorias sob o Acordo de Veículos Motorizados BBIN podem enfrentar mais paradas para verificação documental no curto prazo. Analistas jurídicos esperam mais condenações desse tipo à medida que a Índia implementa a plataforma Fase 2 do Sistema de Registro, Rastreamento e Visto para Estrangeiros (IVFRT), que integra registros de entrada na fronteira com sistemas judiciais, facilitando o acesso dos magistrados aos dados para processos.
Fonte: Times of India