
Em um passo histórico para a integração transfronteiriça, os governos do Brasil e da França concordaram em eliminar a exigência de visto de curta duração para cidadãos brasileiros que viajam para a Guiana Francesa. O acordo foi assinado em Brasília, no dia 1º de julho, pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, como parte de um plano mais amplo para fortalecer a cooperação em segurança ao longo da fronteira amazônica de 730 quilômetros.
Embora os dois países já desfrutem de uma fronteira terrestre relativamente fluida desde a inauguração da ponte sobre o rio Oiapoque, em 2017, a entrada formal ainda exigia que brasileiros solicitassem um visto do tipo Schengen no consulado francês em Brasília ou Belém. O prazo de até três semanas para o processamento e a taxa de €80 eram frequentemente apontados por moradores e empresas do Amapá como obstáculos ao comércio, à assistência médica e às visitas familiares.
Com o novo regime, os brasileiros poderão permanecer na Guiana Francesa sem visto por até 90 dias em qualquer período de 180 dias, igualando o tratamento já concedido aos franceses que entram no Brasil. Questões de segurança foram decisivas para a mudança. Ambos os governos esperam que a eliminação da burocracia incentive os viajantes a utilizarem os postos oficiais de controle, em vez das travessias clandestinas pelo rio, muito exploradas por traficantes de drogas, garimpeiros ilegais e contrabandistas de animais.
“Facilitar a mobilidade legal é a melhor forma de tornar a fronteira rastreável”, afirmou o ministro Vieira, destacando que os bancos de dados policiais de ambos os lados passarão a registrar uma parcela maior das entradas e saídas. Para empresas que atuam nos setores florestal, de serviços espaciais e nas cadeias de suprimentos da mineração que cruzam a fronteira, a medida promete reduzir custos de conformidade e acelerar o deslocamento de equipes.
Provedores de logística em Caiena preveem um aumento de 12% no tráfego de caminhões brasileiros após a entrada em vigor da regra, prevista para 31 de julho. Órgãos de turismo de ambos os lados já estão preparando pacotes de compras de fim de semana e roteiros de ecoturismo que combinam Macapá, Oiapoque e Saint-Georges.
Na prática, os viajantes ainda devem portar passaporte válido por pelo menos seis meses, comprovante de viagem de retorno e seguro de saúde que cubra o departamento ultramarino francês. O consulado francês confirmou que os vistos existentes permanecem válidos até o vencimento, mas deixará de aceitar novas solicitações de visto de curta duração para brasileiros a partir de 15 de julho. As autoridades recomendam que os passageiros que cruzam a fronteira reservem tempo extra nas primeiras semanas, enquanto os agentes ajustam os sistemas de TI e a sinalização.
Embora os dois países já desfrutem de uma fronteira terrestre relativamente fluida desde a inauguração da ponte sobre o rio Oiapoque, em 2017, a entrada formal ainda exigia que brasileiros solicitassem um visto do tipo Schengen no consulado francês em Brasília ou Belém. O prazo de até três semanas para o processamento e a taxa de €80 eram frequentemente apontados por moradores e empresas do Amapá como obstáculos ao comércio, à assistência médica e às visitas familiares.
Com o novo regime, os brasileiros poderão permanecer na Guiana Francesa sem visto por até 90 dias em qualquer período de 180 dias, igualando o tratamento já concedido aos franceses que entram no Brasil. Questões de segurança foram decisivas para a mudança. Ambos os governos esperam que a eliminação da burocracia incentive os viajantes a utilizarem os postos oficiais de controle, em vez das travessias clandestinas pelo rio, muito exploradas por traficantes de drogas, garimpeiros ilegais e contrabandistas de animais.
“Facilitar a mobilidade legal é a melhor forma de tornar a fronteira rastreável”, afirmou o ministro Vieira, destacando que os bancos de dados policiais de ambos os lados passarão a registrar uma parcela maior das entradas e saídas. Para empresas que atuam nos setores florestal, de serviços espaciais e nas cadeias de suprimentos da mineração que cruzam a fronteira, a medida promete reduzir custos de conformidade e acelerar o deslocamento de equipes.
Provedores de logística em Caiena preveem um aumento de 12% no tráfego de caminhões brasileiros após a entrada em vigor da regra, prevista para 31 de julho. Órgãos de turismo de ambos os lados já estão preparando pacotes de compras de fim de semana e roteiros de ecoturismo que combinam Macapá, Oiapoque e Saint-Georges.
Na prática, os viajantes ainda devem portar passaporte válido por pelo menos seis meses, comprovante de viagem de retorno e seguro de saúde que cubra o departamento ultramarino francês. O consulado francês confirmou que os vistos existentes permanecem válidos até o vencimento, mas deixará de aceitar novas solicitações de visto de curta duração para brasileiros a partir de 15 de julho. As autoridades recomendam que os passageiros que cruzam a fronteira reservem tempo extra nas primeiras semanas, enquanto os agentes ajustam os sistemas de TI e a sinalização.
Fonte: Agência Brasil
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