
A Embaixada dos EUA em Pequim e seus consulados emitiram dez alertas de segurança distintos entre meados de junho e 4 de julho, uma frequência inédita que analistas descrevem como uma “reavaliação negativa do risco geral da China” para estrangeiros. Os avisos mais recentes alertam jornalistas, acadêmicos e viajantes religiosos sobre vigilância, detenções arbitrárias e restrições a reuniões religiosas. Essa onda de alertas coincide com a entrada em vigor, em 1º de julho, da nova Lei de Promoção da Unidade Étnica e do Progresso da China, que amplia a responsabilidade para “organizações e indivíduos no exterior” considerados instigadores de divisão étnica. Observadores da China em Washington disseram à VOA que funcionários da embaixada estão destacando incertezas na aplicação da lei em tempo real, à medida que as autoridades locais interpretam a legislação ampla. Para gestores de mobilidade, o impacto prático é duplo. Primeiro, as empresas estão revisando os perfis dos funcionários designados para projetos de curto prazo, especialmente aqueles com dupla nacionalidade ou envolvidos em atividades relacionadas à mídia. Segundo, as políticas globais de mobilidade estão sendo atualizadas para incluir cláusulas de extração emergencial e briefings obrigatórios de risco antes da partida. Corretores de seguros afirmam que a demanda por cobertura contra sequestro e detenção para missões na China aumentou 15% desde junho. Autoridades chinesas não comentaram os avisos dos EUA, mas Pequim tem repetidamente descartado alertas de viagem estrangeiros como “motivados politicamente”. Ainda assim, outras missões ocidentais — incluindo Canadá e a delegação da UE — estariam preparando suas próprias orientações, indicando que a percepção de risco deve se intensificar nas próximas semanas.
Fonte: VOA Chinese
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