
O Departamento de Agricultura, Pesca e Florestas da Austrália (DAFF) divulgou uma atualização em 8 de julho — com revisão em 9 de julho — confirmando dois novos casos *suspeitos* e um *confirmado* de influenza aviária altamente patogênica H5 em petréis-gigantes encontrados na Austrália do Sul. Com essas detecções, o total de casos em aves selvagens chega a oito desde o final de junho. Embora nenhuma granja avícola tenha sido afetada e o risco para a saúde humana permaneça baixo, a veterinária-chefe do DAFF, Beth Cookson, reforçou que a política de *tolerância zero* da Austrália para produtos animais não declarados continua em vigor. Os agentes de fronteira foram orientados a intensificar a fiscalização dos passageiros provenientes dos circuitos de cruzeiros pelo Pacífico e Antártida, onde há contato possível com aves marinhas. Produtores comerciais de aves foram aconselhados a revisar seus planos de biossegurança nas propriedades, e as autoridades estaduais podem exigir temporariamente o confinamento das aves criadas em sistema de campo aberto. Para viajantes a negócios que visitam propriedades agrícolas, isso pode significar protocolos mais rigorosos de desinfecção de calçados e acesso restrito aos galpões. Internacionalmente, a situação é acompanhada de perto pelos parceiros comerciais; qualquer contaminação em aves domésticas pode levar à suspensão das exportações conforme as normas da OIE. Transportadoras que lidam com pintinhos recém-nascidos e ovos férteis já estudam rotas alternativas via Nova Zelândia e Singapura caso as restrições se intensifiquem. O Comitê Consultivo de Doenças Animais Emergenciais do DAFF revisará o cenário em até duas semanas. Gestores de mobilidade devem orientar os viajantes sobre as obrigações de declaração e prever possíveis atrasos nas áreas de controle sanitário, especialmente nos aeroportos de Adelaide e Perth.