
A partir das 00h00 do dia 20 de julho, a Polônia renovou a proibição excepcional de apresentar pedidos de asilo nos postos fronteiriços ao longo dos 418 quilômetros de fronteira com a Bielorrússia. O regulamento do Conselho de Ministros (Diário Oficial 2026, item 945) prolonga uma medida inicialmente adotada em março de 2025; agora, valerá por mais 60 dias, até 18 de setembro de 2026. Apenas menores desacompanhados, gestantes, pessoas que necessitam de atendimento médico urgente, indivíduos com risco comprovado na Bielorrússia e cidadãos bielorrussos estão isentos. O governo justifica a restrição como necessária para combater o que chama de "rota de migração irregular orquestrada pelo Estado de Minsk" rumo à UE. A ministra do Interior, Agnieszka Nowak, afirmou à imprensa que as detenções na fronteira caíram 82% no último ciclo de 60 dias. ONGs de direitos humanos criticam a política como um regime de expulsão de fato que viola a legislação europeia de asilo, mas Varsóvia aponta para o Artigo 347a da Lei de Estrangeiros de 2013, que permite a suspensão temporária de pedidos em casos de "ameaça à segurança do Estado ou à ordem pública". Para empregadores, a renovação representa obstáculos para funcionários baseados na Bielorrússia que planejavam solicitar proteção na fronteira terrestre antes de iniciar funções na Polônia. Gestores de mobilidade devem orientar os funcionários afetados a solicitarem o pedido em consulados poloneses no exterior ou considerarem vistos humanitários emitidos no âmbito do acordo de facilitação Polônia-Bielorrússia. Empresas de logística devem se preparar para possível aumento nas tentativas de travessia irregular em veículos de carga, o que exigirá inspeções mais rigorosas e maior tempo de espera nos postos de Kuźnica e Koroszczyn. A extensão também impacta o novo portal eletrônico de permissões de residência da Polônia (MOS), que exige que os solicitantes em território nacional tenham base legal para permanência. Consultores alertam que pessoas barradas na fronteira não podem regularizar seu status online e precisam reiniciar o processo fora da UE. Empresas que trabalham com projetos just-in-time envolvendo contratados bielorrussos devem reavaliar prazos e considerar alternativas de trabalho remoto. No âmbito da UE, Bruxelas acompanha atentamente: o pacote de infrações de junho manteve a Polônia sob "monitoramento pré-litígio", mas não avançou para ação formal, aguardando a decisão de hoje. Caso a proibição se estenda até o outono, especialistas jurídicos preveem pressão renovada da Comissão Europeia e do Tribunal de Justiça, aumentando os riscos de conformidade para empresas que facilitam entradas na fronteira fora das exceções permitidas.
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