
Unidades de imigração apoiadas pela Direção de Vigilância da Linha Verde realizaram uma operação em Nicósia central na noite de 23 de julho, detendo 19 pessoas que estavam residindo ilegalmente em Chipre. Até a manhã de sexta-feira, seis já haviam sido embarcadas em voos comerciais para seus países de origem, enquanto os documentos dos outros 13 estão em processo, confirmou o porta-voz da polícia, Christos Andreou. Essas remoções rápidas refletem uma mudança mais ampla na política: Chipre quadruplicou sua capacidade de deportação forçada desde 2023, com financiamento da Frontex da UE, e agora lidera o bloco em deportações per capita. As autoridades afirmam que repatriações rápidas são essenciais para desencorajar movimentos secundários vindos do Líbano e do norte ocupado pela Turquia, mas ONGs alertam que os procedimentos acelerados podem comprometer a análise adequada dos pedidos de asilo. Para os empregadores, a mensagem é clara — funcionários ou freelancers com permanência irregular podem ser detidos sem aviso prévio. As equipes de RH devem revisar as datas de validade dos vistos e garantir que os pedidos de renovação sejam feitos pelo menos 30 dias antes do vencimento. Gestores de imóveis que alugam para migrantes também estão sob pressão; novas regras obrigam os proprietários a verificar o status legal dos inquilinos, sob pena de multas de até €5.000 por ocupante. O Ministério Adjunto da Migração planeja mais operações conjuntas em áreas turísticas durante o pico da temporada em agosto. Empresas com grande força de trabalho sazonal — especialmente nos setores de hotelaria e agricultura — devem preparar documentos comprobatórios (contratos, recibos de seguro social, passaportes) para fiscalizações surpresa, evitando assim interrupções. Oficiais de ligação da Frontex avaliarão a operação na próxima semana, contribuindo com as conclusões para a revisão do Plano de Retorno 2026 em Bruxelas, onde Chipre busca subsídios extras para voos charter e acordos de readmissão com países do Sul da Ásia.
Fonte: Cyprus Mail