
A Polícia Federal (PF) do Brasil realizou operações na madrugada de 17 de setembro de 2026 no Rio de Janeiro e em Maricá, como parte da Operação Conexão Paralela, que investiga uma quadrilha que contrabandeava smartphones e laptops de alto valor por aeroportos, sem pagar impostos de importação. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e um grande volume de dispositivos não declarados foi confiscado, com estimativa de prejuízo ao erário superior a R$ 60 milhões.
Segundo porta-vozes da PF, o esquema utilizava “mulas” que se passavam por turistas para transportar múltiplos aparelhos em bagagens pessoais. Um policial militar ativo é suspeito de coordenar a logística, orientando os viajantes a evitar a canal “Nada a Declarar” da alfândega e usando aplicativos de mensagens para fazer pedidos a fornecedores no exterior. A investigação começou após uma denúncia anônima via plataforma ‘Comunica PF’ e rapidamente identificou transferências bancárias que ligavam a revenda dos produtos contrabandeados a uma rede de lojas informais de eletrônicos na região metropolitana do Rio.
Embora o foco seja a evasão fiscal, gestores de mobilidade corporativa devem ficar atentos às consequências operacionais: a Receita Federal anunciou que, a partir de agora, haverá reforço nas inspeções secundárias em voos internacionais que chegam aos aeroportos do Rio-Galeão (GIG) e Santos Dumont (SDU). Viajantes a negócios que transportem múltiplos dispositivos eletrônicos para uso legítimo — como unidades de demonstração ou equipamentos de TI — podem enfrentar tempos maiores de triagem e ser solicitados a apresentar notas fiscais e documentos de importação temporária (Carnet ATA ou CPD). A ausência de comprovação de propriedade pode resultar em apreensão dos bens e multas de 50% do valor aduaneiro.
A intensificação das fiscalizações está alinhada com o esforço do Brasil para modernizar a gestão de fronteiras antes dos Jogos Pan-Americanos de 2027, quando se espera um aumento significativo no fluxo de visitantes. No último ano, a PF implementou scanners de bagagem com inteligência artificial nos aeroportos de São Paulo-Guarulhos e Brasília; tecnologia semelhante está sendo instalada no Rio. Empresas devem orientar seus viajantes a chegar com antecedência, pré-registrar equipamentos de alto valor em formulários e-Declaração e guardar comprovantes de compra em inglês ou português.
Para o futuro, o Ministério da Fazenda avalia aumentar a cota de isenção para bens trazidos na bagagem de US$ 500 para US$ 1.000, mas somente se houver melhora no cumprimento das regras. A Operação Conexão Paralela servirá como caso-teste: se houver condenações efetivas, as autoridades poderão se sentir seguras para flexibilizar os limites. Até lá, equipes de mobilidade corporativa devem considerar adicionar uma hora extra no planejamento de itinerários para voos que chegam aos principais aeroportos do Brasil.
Segundo porta-vozes da PF, o esquema utilizava “mulas” que se passavam por turistas para transportar múltiplos aparelhos em bagagens pessoais. Um policial militar ativo é suspeito de coordenar a logística, orientando os viajantes a evitar a canal “Nada a Declarar” da alfândega e usando aplicativos de mensagens para fazer pedidos a fornecedores no exterior. A investigação começou após uma denúncia anônima via plataforma ‘Comunica PF’ e rapidamente identificou transferências bancárias que ligavam a revenda dos produtos contrabandeados a uma rede de lojas informais de eletrônicos na região metropolitana do Rio.
Embora o foco seja a evasão fiscal, gestores de mobilidade corporativa devem ficar atentos às consequências operacionais: a Receita Federal anunciou que, a partir de agora, haverá reforço nas inspeções secundárias em voos internacionais que chegam aos aeroportos do Rio-Galeão (GIG) e Santos Dumont (SDU). Viajantes a negócios que transportem múltiplos dispositivos eletrônicos para uso legítimo — como unidades de demonstração ou equipamentos de TI — podem enfrentar tempos maiores de triagem e ser solicitados a apresentar notas fiscais e documentos de importação temporária (Carnet ATA ou CPD). A ausência de comprovação de propriedade pode resultar em apreensão dos bens e multas de 50% do valor aduaneiro.
A intensificação das fiscalizações está alinhada com o esforço do Brasil para modernizar a gestão de fronteiras antes dos Jogos Pan-Americanos de 2027, quando se espera um aumento significativo no fluxo de visitantes. No último ano, a PF implementou scanners de bagagem com inteligência artificial nos aeroportos de São Paulo-Guarulhos e Brasília; tecnologia semelhante está sendo instalada no Rio. Empresas devem orientar seus viajantes a chegar com antecedência, pré-registrar equipamentos de alto valor em formulários e-Declaração e guardar comprovantes de compra em inglês ou português.
Para o futuro, o Ministério da Fazenda avalia aumentar a cota de isenção para bens trazidos na bagagem de US$ 500 para US$ 1.000, mas somente se houver melhora no cumprimento das regras. A Operação Conexão Paralela servirá como caso-teste: se houver condenações efetivas, as autoridades poderão se sentir seguras para flexibilizar os limites. Até lá, equipes de mobilidade corporativa devem considerar adicionar uma hora extra no planejamento de itinerários para voos que chegam aos principais aeroportos do Brasil.