
A deputada Maria Elvira Salazar, republicana cubano-americana que luta pela reeleição em um distrito de Miami agora mais competitivo, pediu publicamente ao presidente Trump, na quinta-feira, que revogue pontos-chave de sua agenda de imigração, incluindo as grandes operações de fiscalização no local de trabalho e o aumento das taxas de vistos. Em entrevista à Reuters, Salazar alertou que os eleitores latinos indecisos “querem segurança, mas não separação de famílias”, argumentando que o partido corre o risco de afastar seu grupo demográfico que mais cresce. Suas declarações surgem enquanto pesquisas Reuters/Ipsos mostram que a aprovação da gestão de Trump na imigração despencou para 39%, ante 50% em janeiro de 2025. Coalizões empresariais no sul da Flórida reforçaram as preocupações da deputada, afirmando que a escassez de mão de obra na hotelaria e na agricultura piora à medida que o ICE intensifica a fiscalização e as sobretaxas nas taxas de vistos pressionam os programas de trabalhadores sazonais. Embora a Casa Branca tenha descartado a crítica de Salazar como “retórica de campanha”, estrategistas do Partido Republicano reconhecem em privado que distritos suburbanos com grande população imigrante podem decidir o controle da Câmara em 2028. Para gestores de mobilidade global, a divisão política indica possível instabilidade nas políticas: as empresas devem planejar cenários tanto para a continuidade das fiscalizações rigorosas quanto para uma possível moderação pós-eleitoral que poderia reavivar projetos de modernização dos vistos paralisados. A posição de Salazar também antecipa negociações internas no partido sobre o orçamento de 2027, no qual ela afirma que se oporá a qualquer medida que reduza as admissões de refugiados ou aumente ainda mais as taxas de vistos baseados em emprego. Multinacionais que dependem dos programas de talentos H-2B ou J-1 se beneficiariam caso sua ala ganhe força para suavizar as dotações orçamentárias focadas na repressão.
Fonte: Reuters (via Internazionale)