
O Ministério do Interior da República Tcheca emitiu um alerta urgente para que os portadores do status de proteção temporária da Ucrânia retirem um novo adesivo de visto em uma unidade do Ministério até 30 de setembro. Sem o adesivo físico — válido até 31 de março de 2027 — o registro eletrônico feito na primavera expira à meia-noite de 1º de outubro, encerrando automaticamente o status de proteção temporária do indivíduo. A perda desse status traz consequências imediatas e de grande impacto. Os ucranianos afetados perderão o acesso gratuito ao mercado de trabalho tcheco, o direito ao seguro de saúde público será suspenso e a continuidade da residência — essencial para futuras transições a permissões de longo prazo — será interrompida. O ministério destaca que mesmo os requerentes que já solicitaram a nova Permissão Especial de Residência de Longo Prazo (ZDP) devem retirar o adesivo; caso contrário, correm o risco de desqualificação, pois a ZDP exige um período ininterrupto de proteção temporária. As vagas para agendamento no Ministério do Interior estão escassas com a aproximação do prazo final. As autoridades alertam para que não cancelem compromissos já marcados na esperança de conseguir um horário mais conveniente, pois isso implica perder a vaga garantida e, devido à capacidade limitada, uma nova vaga pode não surgir antes do prazo. Quem perder o agendamento por motivo sério deve verificar o portal online após 48 horas para possíveis vagas liberadas. Para os empregadores, o fim da proteção pode gerar lacunas repentinas de mão de obra qualificada: ao perder o status, os trabalhadores voltam a ser considerados estrangeiros de países terceiros e precisam de autorização de trabalho ou cartão de empregado para continuar legalmente. As equipes de RH estão correndo para confirmar que os funcionários ucranianos já possuem o adesivo e para ajustar os sistemas de folha de pagamento, garantindo a continuidade da cobertura do seguro público. Agências de recrutamento relatam aumento nas remarcações de última hora para a primeira semana de outubro. Empresas que dependem de trabalhadores sazonais nos setores de logística, agricultura e hotelaria podem ser as mais afetadas. Na prática, o ministério orienta os refugiados a: 1) verificar nos passaportes a presença do novo adesivo; 2) confirmar os detalhes do agendamento na conta online do IPC; e 3) atualizar os registros do seguro de saúde assim que o adesivo for emitido. ONGs comunitárias ampliaram o horário de atendimento neste fim de semana para ajudar com traduções e preenchimento de formulários. Quem não agir a tempo corre o risco, a partir da noite de domingo, de ficar em situação irregular, enfrentando todas as dificuldades para regularizar sua situação legal.
Fonte: OBOZ.UA