
Os Estados Unidos implementaram discretamente uma nova regra que afetará todos os brasileiros que solicitam visto de não-imigrante. Conforme atualização confirmada pela Missão dos EUA e divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo em 20 de outubro de 2026, os candidatos poderão reagendar ou cancelar cada um dos dois compromissos obrigatórios — a visita ao centro biométrico CASV e a entrevista no consulado — apenas três vezes. Após a terceira alteração, o registro será bloqueado automaticamente, obrigando o solicitante a preencher um novo formulário DS-160, pagar novamente a taxa MRV de US$ 185 e reiniciar a fila.
A mudança vale para todas as categorias, desde os vistos B-1/B-2 para negócios e turismo até as populares classes F, J e L. Oficiais consulares informaram representantes do setor de turismo que a medida visa coibir a prática conhecida como “placeholder shopping”, em que agências e indivíduos reservam e alteram repetidamente vagas disputadas nos consulados do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Recife e Porto Alegre, aumentando o tempo de espera para viajantes legítimos. Antes da regra, alguns solicitantes chegaram a remarcar mais de uma dezena de vezes na tentativa de antecipar suas datas.
O limite coloca o Brasil em conformidade com restrições já adotadas no México e na Índia. Para empresas que transferem funcionários com frequência entre Brasil e Estados Unidos, a principal consequência imediata é a necessidade de um planejamento de viagem mais rigoroso. Gestores de mobilidade devem orientar os viajantes a finalizarem toda a documentação (novos passaportes, vistos anteriores, cartas de apoio) antes de agendar e evitar reservas especulativas. Os empregadores também podem precisar reservar orçamento extra para novos pedidos caso ocorram mudanças inevitáveis, como atrasos repentinos em projetos.
A nova regra não altera a elegibilidade para isenção de entrevista, taxas de reciprocidade ou validade dos vistos. No entanto, com a espera para a primeira entrevista de vistos da classe B em São Paulo ainda próxima de 250 dias, qualquer reinício forçado pode atrasar a viagem por meses. Especialistas recomendam usar consulados com menor demanda — Recife, por exemplo, está com espera inferior a 100 dias — e acompanhar a função de “agendamento acelerado” para viagens urgentes a negócios.
Agentes de viagem solicitaram à missão uma possível fase de adaptação, mas fontes consulares indicaram que a política já está em vigor. Solicitantes que ultrapassaram as três alterações receberão um aviso em seu perfil no CGI Federal orientando a iniciar uma nova solicitação. A médio prazo, o limite pode até reduzir as filas gerais se desestimular reservas especulativas. Até lá, as empresas devem incorporar essa nova regra em seus checklists de mobilidade global e comunicar claramente os funcionários afetados.
A mudança vale para todas as categorias, desde os vistos B-1/B-2 para negócios e turismo até as populares classes F, J e L. Oficiais consulares informaram representantes do setor de turismo que a medida visa coibir a prática conhecida como “placeholder shopping”, em que agências e indivíduos reservam e alteram repetidamente vagas disputadas nos consulados do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Recife e Porto Alegre, aumentando o tempo de espera para viajantes legítimos. Antes da regra, alguns solicitantes chegaram a remarcar mais de uma dezena de vezes na tentativa de antecipar suas datas.
O limite coloca o Brasil em conformidade com restrições já adotadas no México e na Índia. Para empresas que transferem funcionários com frequência entre Brasil e Estados Unidos, a principal consequência imediata é a necessidade de um planejamento de viagem mais rigoroso. Gestores de mobilidade devem orientar os viajantes a finalizarem toda a documentação (novos passaportes, vistos anteriores, cartas de apoio) antes de agendar e evitar reservas especulativas. Os empregadores também podem precisar reservar orçamento extra para novos pedidos caso ocorram mudanças inevitáveis, como atrasos repentinos em projetos.
A nova regra não altera a elegibilidade para isenção de entrevista, taxas de reciprocidade ou validade dos vistos. No entanto, com a espera para a primeira entrevista de vistos da classe B em São Paulo ainda próxima de 250 dias, qualquer reinício forçado pode atrasar a viagem por meses. Especialistas recomendam usar consulados com menor demanda — Recife, por exemplo, está com espera inferior a 100 dias — e acompanhar a função de “agendamento acelerado” para viagens urgentes a negócios.
Agentes de viagem solicitaram à missão uma possível fase de adaptação, mas fontes consulares indicaram que a política já está em vigor. Solicitantes que ultrapassaram as três alterações receberão um aviso em seu perfil no CGI Federal orientando a iniciar uma nova solicitação. A médio prazo, o limite pode até reduzir as filas gerais se desestimular reservas especulativas. Até lá, as empresas devem incorporar essa nova regra em seus checklists de mobilidade global e comunicar claramente os funcionários afetados.
Fonte: Folha de S.Paulo