
Pouco mais de 24 horas após a posse, a nova coalizão do primeiro-ministro Andrej Babiš já colocou a migração como seu primeiro ponto de atrito político com Bruxelas. Na reunião inaugural do gabinete, em 16 de dezembro, o governo rejeitou formalmente o Pacto da UE sobre Migração e Asilo, que deveria entrar em vigor em junho de 2026.
O ministro do Interior designado, Radek Špicar, afirmou aos jornalistas que o mecanismo de solidariedade — pelo qual os Estados-Membros devem realocar requerentes de asilo ou pagar até €20.000 por pessoa — é “inaceitável” e será bloqueado na transposição para a legislação tcheca. Em vez disso, Praga buscará um controle mais rigoroso das fronteiras externas e acordos de retorno mais rápidos com os países de origem.
Essa postura mais rígida surge mesmo com a República Tcheca temporariamente isenta do mecanismo de solidariedade de 2026, já que ainda abriga cerca de 400 mil refugiados ucranianos. As autoridades argumentam que essa isenção é frágil e que aceitar o pacto criaria uma responsabilidade financeira indefinida nos anos seguintes.
Para os empregadores multinacionais, o quadro legal imediato permanece inalterado, mas as equipes de mobilidade devem esperar um ambiente administrativo mais rigoroso: o Ministério do Interior confirmou que futuros vistos humanitários de trabalho e de reunificação familiar serão analisados com mais rigor, e a avaliação prévia do mercado de trabalho provavelmente será endurecida. Empresas que dependem de trabalhadores de países terceiros — especialmente nos polos industriais e de TI como Brno e Ostrava — são aconselhadas a acelerar os pedidos antes que qualquer legislação restrinja as cotas atuais.
No campo diplomático, a rejeição de Praga prepara um confronto com a Comissão Europeia, que pode iniciar processos de infração e reter fundos estruturais. No curto prazo, porém, espera-se que os responsáveis da UE aguardem a formação de um bloco de negociação com outras capitais céticas — entre elas Varsóvia, Bratislava e Budapeste — antes de decidir os próximos passos.
O ministro do Interior designado, Radek Špicar, afirmou aos jornalistas que o mecanismo de solidariedade — pelo qual os Estados-Membros devem realocar requerentes de asilo ou pagar até €20.000 por pessoa — é “inaceitável” e será bloqueado na transposição para a legislação tcheca. Em vez disso, Praga buscará um controle mais rigoroso das fronteiras externas e acordos de retorno mais rápidos com os países de origem.
Essa postura mais rígida surge mesmo com a República Tcheca temporariamente isenta do mecanismo de solidariedade de 2026, já que ainda abriga cerca de 400 mil refugiados ucranianos. As autoridades argumentam que essa isenção é frágil e que aceitar o pacto criaria uma responsabilidade financeira indefinida nos anos seguintes.
Para os empregadores multinacionais, o quadro legal imediato permanece inalterado, mas as equipes de mobilidade devem esperar um ambiente administrativo mais rigoroso: o Ministério do Interior confirmou que futuros vistos humanitários de trabalho e de reunificação familiar serão analisados com mais rigor, e a avaliação prévia do mercado de trabalho provavelmente será endurecida. Empresas que dependem de trabalhadores de países terceiros — especialmente nos polos industriais e de TI como Brno e Ostrava — são aconselhadas a acelerar os pedidos antes que qualquer legislação restrinja as cotas atuais.
No campo diplomático, a rejeição de Praga prepara um confronto com a Comissão Europeia, que pode iniciar processos de infração e reter fundos estruturais. No curto prazo, porém, espera-se que os responsáveis da UE aguardem a formação de um bloco de negociação com outras capitais céticas — entre elas Varsóvia, Bratislava e Budapeste — antes de decidir os próximos passos.
Fonte: Reuters
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