
Em uma mudança de política destinada a otimizar a gestão migratória em Chipre, o Conselho de Ministros aprovou em 16 de dezembro a transferência de todos os centros de acolhimento para menores desacompanhados do Vice-Ministério de Bem-Estar Social para o Vice-Ministério de Migração e Proteção Internacional, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026. O Vice-Ministro Nicholas Ioannides afirmou que a medida faz parte do esforço do governo para concentrar todas as etapas do ciclo migratório — chegada, acolhimento, processamento, integração e retorno — sob uma única autoridade. A tutela das crianças permanecerá com os Serviços de Bem-Estar Social, mas a operação diária, o quadro de pessoal e o orçamento das unidades ficarão sob responsabilidade do Ministério da Migração.
A mudança ocorre em um contexto de queda acentuada na chegada de menores desacompanhados: foram registrados apenas 680 casos até agora em 2025, uma redução de 43% em relação aos 1.200 casos de 2024. As autoridades atribuem essa diminuição ao reforço da vigilância na Linha Verde, à aceleração do processamento de pedidos de asilo e a um novo programa voluntário de retorno financiado pela UE, que abrange menores que viajam com suas famílias. Segundo Ioannides, a centralização da supervisão permitirá a realocação de pessoal e recursos para tutores especializados, apoio linguístico e cuidados baseados em trauma para as crianças remanescentes.
Grupos empresariais que dependem de mão de obra de países terceiros afirmam que a decisão pode agilizar a renovação de autorizações de trabalho para jovens que completam 18 anos enquanto estão sob cuidados, um processo que atualmente exige aprovação de três ministérios diferentes. ONGs receberam a reforma com cautela, ressaltando que a separação entre acolhimento e tutela pode gerar lacunas, a menos que a coordenação interministerial seja aprimorada. "O teste decisivo será se as crianças terão decisões mais rápidas sobre reunificação familiar e melhor acesso à educação", afirmou Katerina Anayiotou, da Hope For Children Cyprus.
Para gestores de mobilidade global, a política indica uma estrutura migratória mais centralizada — e potencialmente mais previsível — para 2026. Empresas que realocam funcionários para Chipre devem acompanhar as regulamentações subsequentes, especialmente quaisquer novas categorias de autorização de residência para jovens que deixam o sistema de acolhimento estatal. O Ministério da Migração prometeu publicar diretrizes atualizadas até o final de fevereiro.
A mudança ocorre em um contexto de queda acentuada na chegada de menores desacompanhados: foram registrados apenas 680 casos até agora em 2025, uma redução de 43% em relação aos 1.200 casos de 2024. As autoridades atribuem essa diminuição ao reforço da vigilância na Linha Verde, à aceleração do processamento de pedidos de asilo e a um novo programa voluntário de retorno financiado pela UE, que abrange menores que viajam com suas famílias. Segundo Ioannides, a centralização da supervisão permitirá a realocação de pessoal e recursos para tutores especializados, apoio linguístico e cuidados baseados em trauma para as crianças remanescentes.
Grupos empresariais que dependem de mão de obra de países terceiros afirmam que a decisão pode agilizar a renovação de autorizações de trabalho para jovens que completam 18 anos enquanto estão sob cuidados, um processo que atualmente exige aprovação de três ministérios diferentes. ONGs receberam a reforma com cautela, ressaltando que a separação entre acolhimento e tutela pode gerar lacunas, a menos que a coordenação interministerial seja aprimorada. "O teste decisivo será se as crianças terão decisões mais rápidas sobre reunificação familiar e melhor acesso à educação", afirmou Katerina Anayiotou, da Hope For Children Cyprus.
Para gestores de mobilidade global, a política indica uma estrutura migratória mais centralizada — e potencialmente mais previsível — para 2026. Empresas que realocam funcionários para Chipre devem acompanhar as regulamentações subsequentes, especialmente quaisquer novas categorias de autorização de residência para jovens que deixam o sistema de acolhimento estatal. O Ministério da Migração prometeu publicar diretrizes atualizadas até o final de fevereiro.
Fonte: Cyprus Mail
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