
Nas primeiras horas de 2 de março de 2026, um segundo comboio com 58 cidadãos chineses — incluindo dois residentes de Hong Kong — cruzou a fronteira do Irã em Astara rumo ao Azerbaijão, onde foram recebidos por ônibus organizados pela Associação Chinesa no Exterior local, antes de seguirem de avião para a China. A operação, confirmada pelo chefe da associação Bao Lijun e divulgada pelo Global Times, eleva para mais de 3.000 o total de evacuados desde a escalada das tensões no Irã. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, informou aos jornalistas que o ministério abriu quatro corredores terrestres e enviou equipes consulares móveis para postos fronteiriços no Azerbaijão, Turquia e Armênia. As missões chinesas estão emitindo documentos de viagem temporários no local e coordenando isenções de visto na chegada com os governos vizinhos, para que os trâmites de saída não deixem os cidadãos presos sem passagens de continuidade. A rápida coordenação evidencia o roteiro cada vez mais sofisticado de mobilidade em crises desenvolvido por Pequim após as evacuações na Ucrânia e em Israel. Equipes de RH com funcionários em regiões de alto risco devem registrar seus colaboradores no aplicativo de proteção consular 12308 e planejar rotas terrestres de saída que evitem espaços aéreos fechados. Provedores de seguros também recomendam que as empresas verifiquem se as apólices de risco de guerra cobrem deslocamentos terrestres não programados. O Serviço de Migração do Azerbaijão concedeu aos evacuados chineses uma estadia humanitária sem visto por 15 dias, enquanto a companhia aérea do país opera tarifas especiais de Baku para Urumqi e Xi’an. Já as empresas de logística que transportam equipamentos para fora do Irã enfrentam atrasos no terminal ferroviário de Astara; o roteamento alternativo via ligações marítimas de Bandar Abbas para a China segue sem problemas.
Fonte: Global Times