
Em meio ao aumento dos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, a China organizou a evacuação terrestre de 18 cidadãos do norte do Irã para o Azerbaijão vizinho em 1º de março. Repórteres da Xinhua no posto de controle da fronteira de Astara testemunharam o grupo cruzar para o território azeri às 14h30, horário local, antes de embarcar em um ônibus fretado pela embaixada com destino a Baku, duas horas depois. A operação ocorreu após um alerta consular emitido em 28 de fevereiro, recomendando que os chineses reconsiderassem viagens ao Irã e, quando possível, deixassem o país. Os voos comerciais estão fortemente afetados desde meados de fevereiro devido a ataques de drones e mísseis em retaliação na região do Estreito de Ormuz. Com o Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerã, operando em regime reduzido, Pequim optou por um corredor terrestre via Azerbaijão, que permite entrada sem visto para portadores de passaporte chinês por até 30 dias. Para equipes globais de mobilidade e segurança, o episódio reforça a importância de um planejamento dinâmico de evacuação que aproveite acordos de isenção ou emissão de visto na chegada em países terceiros. A isenção do Azerbaijão — assinada em 2024 — foi crucial; rotas alternativas via Turquia ou Emirados Árabes Unidos exigiriam e-vistos antecipados ou enfrentariam fechamento do espaço aéreo. A embaixada afirmou que novos comboios podem ser organizados “sujeito a avaliações de segurança”. Empresas com funcionários na região do Golfo são aconselhadas a manter cópias digitais de passaportes e certificados de vacinação, manter contato com missões chinesas e acompanhar avisos em tempo real sobre travessias de fronteira. Seguradoras atualizaram as classificações de risco de viagem para o Irã para nível 5 (evitar todas as viagens) e para partes do Iraque e Israel para nível 4 (viagens essenciais apenas). Embora o caso envolva um grupo pequeno, destaca um padrão emergente: a dependência da China em acordos regionais de isenção de visto para realizar evacuações consulares rápidas. Estratégias semelhantes foram usadas no Sudão (2023) e na Ucrânia (2024). Gestores de mobilidade devem mapear esses corredores com antecedência — especialmente em regiões voláteis — já que opções terrestres podem ser a única saída viável quando rotas aéreas são interrompidas.
Fonte: Xinhua
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