
Novos dados divulgados pelo Banco da Itália e destacados pela ANSA em 10 de abril de 2026 mostram que residentes estrangeiros enviaram €8,6 bilhões para seus países de origem em 2025, um aumento de 3,9% em relação ao ano anterior e um recorde desde o início do monitoramento. Trabalhadores bengaleses representaram a maior fatia (12%), superando filipinos e marroquinos, enquanto as remessas indianas saltaram para 6,9% do total. Lombardia, Lácio e Vêneto foram responsáveis por dois terços dos fluxos de saída, graças aos setores densos de logística, cuidados e hospitalidade. Para os formuladores de políticas, os números ressaltam a dependência da Itália do trabalho imigrante em um momento em que o encolhimento demográfico ameaça a arrecadação tributária. As remessas equivalem a 0,4% do PIB — um valor pequeno em termos macroeconômicos, mas crucial para o consumo das famílias nos países de origem e para o poder brando da Itália. Economistas argumentam que rendas estáveis no exterior podem reduzir a migração irregular ao financiar o empreendedorismo local. Do ponto de vista da mobilidade corporativa, os dados evidenciam desafios de retenção: oportunidades melhor remuneradas em outros países da UE podem atrair trabalhadores qualificados de países terceiros a deixar o país, a menos que os empregadores ofereçam trajetórias claras de carreira. Empresas com folha de pagamento global também devem monitorar o endurecimento das regras de combate à lavagem de dinheiro — bancos registraram um aumento de 12% nas transações que exigem diligência reforçada. Enquanto isso, startups fintech como Wise e Azimo ganham participação de mercado ao reduzir taxas para menos de 1%, um benefício para trabalhadores migrantes, mas uma ameaça aos canais tradicionais bancários. Equipes de RH devem revisar políticas de adiantamento salarial para evitar violações às regras de transparência de pagamento de salários da UE, vigentes desde janeiro. O relatório chega antes da rodada do decreto-fluxos de maio, que vai liberar 158 mil autorizações de trabalho para 2026 — um aumento de 15% em relação a 2025 — enquanto o governo Meloni busca suprir a escassez de mão de obra na construção civil e na agricultura.
Fonte: ANSA
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