
Falando antes da Expo de Turismo do Chipre na próxima semana, a Associação de Agentes de Viagens e Turismo do Chipre (ACTTA) revelou que as chegadas de turistas caíram quase um terço em março, após a escalada do conflito no Oriente Médio e o ataque de um drone à base aérea britânica de Akrotiri. O vice-presidente da ACTTA, Christos Christou, afirmou que essa queda anulou o crescimento esperado de 10% e que as reservas para o final de abril e maio "mostram uma redução significativa". As companhias aéreas já reduziram a capacidade de assentos para o verão, gerando preocupação entre hoteleiros e empresas de gestão de destinos. Especialistas do setor temem que, a menos que a demanda se recupere rapidamente, o Chipre possa perder valiosos slots de voos charter para destinos concorrentes no Mediterrâneo. Christou acrescentou que os operadores turísticos locais estão se esforçando para preencher as vagas, incentivando os residentes cipriotas a passarem férias no país, mas o mercado de saída também está fraco, já que os moradores avaliam os riscos de segurança. O Ministério Adjunto do Turismo aposta na feira de 17 a 19 de abril para recuperar a confiança. Mais de 100 expositores — desde órgãos regionais de turismo até operadores de ferry — apresentarão pacotes destinados a tranquilizar tanto turistas de lazer quanto de negócios. As autoridades usarão o evento para reforçar que a vida cotidiana na ilha segue normal e que os aeroportos operam sem restrições. Para os gestores de mobilidade corporativa, a queda nas chegadas pode significar redução na frequência de voos e aumento das tarifas aéreas em rotas importantes, como Londres–Lárnaca e Tel Aviv–Pafos. Empresas com equipes rotativas devem acompanhar os horários das companhias aéreas e garantir bilhetes flexíveis. A longo prazo, a desaceleração do turismo pode impactar o mercado de aluguel em áreas turísticas, abrindo espaço para negociações para quem busca acomodações de curto prazo.
Fonte: Cyprus Mail