
Faltando menos de oito meses para o início da Copa do Mundo da FIFA na América do Norte, o veículo brasileiro Mercado & Eventos informa que os consulados dos EUA no Brasil estão registrando os menores tempos de espera para entrevistas em anos — alguns chegando a apenas 15 dias em Recife e Rio de Janeiro. No entanto, especialistas citados na matéria alertam que essa calmaria é enganosa e pode rapidamente se transformar em crise, com milhões de viajantes de primeira viagem correndo atrás de vistos de visitante categoria B. Após o acúmulo causado pela pandemia, os consulados americanos aumentaram o quadro de funcionários e agilizaram a análise de documentos, mas a demanda costuma disparar entre 60 e 90 dias antes de grandes eventos esportivos. A empresa de gestão de viagens JumpStart estima que o preço das vagas para entrevistas pode quadruplicar no mercado secundário assim que a seleção brasileira garantir vaga nas fases finais. Além da escassez de horários, outro complicador é o impasse orçamentário recorrente no Congresso dos EUA. Caso os legisladores não renovem o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) até o início de maio, os agentes da Administração de Segurança nos Transportes (TSA) podem voltar a trabalhar sem receber, provocando atrasos nos pontos de controle de segurança que impactam as chegadas internacionais. Operadoras de turismo brasileiras temem um “duplo aperto”: vistos difíceis de obter no país e filas maiores na chegada. Gestores de mobilidade corporativa recomendam que funcionários com viagens potenciais relacionadas à Copa do Mundo preencham o formulário DS-160 imediatamente, utilizem o portal de taxas da CGI Federal para monitorar liberações repentinas de vagas e reservem tempo extra para a devolução do passaporte. Empresas com grupos podem considerar pedidos de urgência “críticos para a missão”, embora esses exijam comprovação documental de que a viagem beneficia interesses comerciais dos EUA. A longo prazo, o episódio evidencia a vulnerabilidade de destinos dependentes de eventos. Partes interessadas pedem a Brasília e Washington que retomem as negociações sobre a inclusão do Brasil no Programa de Isenção de Vistos dos EUA — conversas que estão paradas desde 2020, mas que podem avançar após o torneio, caso o Brasil demonstre baixos índices de permanência irregular.
Fonte: Mercado & Eventos
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