
A Alemanha recusou a entrada de 9.097 pessoas em suas fronteiras terrestres entre janeiro e março deste ano, segundo resposta do governo a uma pergunta parlamentar publicada em 6 de maio. Os dados — inicialmente divulgados pelo Tagesspiegel e repercutidos pela agência de notícias dts — mostram que a maioria das recusas ocorreu nas fronteiras com a França (1.690), Áustria (1.397) e Polônia (1.250). Embora o total trimestral seja inferior aos 9.273 recusas registradas no mesmo período de 2025, críticos afirmam que os números contradizem a alegação do Ministério do Interior de que os controles são apenas um fator de dissuasão. Marcel Emmerich, porta-voz de migração do Partido Verde, classificou a prática como “política simbólica que custa milhões e não resolve nada”, acrescentando que ela viola recentes decisões judiciais administrativas contra expulsões em massa. Para empresas multinacionais que transferem funcionários pelos corredores franco-alemão ou do Danúbio, os números confirmam uma realidade operacional mais rígida: mesmo viajantes que claramente pretendem solicitar asilo podem ter a entrada sumariamente negada, interrompendo suas viagens. Os empregadores devem garantir que os transferidos portem documentação completa — especialmente se forem nacionais isentos de visto em trânsito pela Área Schengen — para minimizar o risco de verificações equivocadas de identidade. Operadores logísticos que contavam com “faixas verdes” para mercadorias perecíveis relatam atrasos médios de 45 minutos por caminhão nas travessias A35 e A12. Gestores de mobilidade recomendam, portanto, que os motoristas programem pausas mais longas para respeitar os limites do tacógrafo da UE.
Fonte: ad-hoc-news / dts