
Ao amanhecer de 19 de maio de 2026, a Polícia Federal (PF) realizou operações em endereços nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Bahia, como parte da ‘Operação Lucis’, uma investigação contra um cartel que traficava cocaína de países vizinhos para o coração industrial do Brasil. Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão, além do bloqueio de bens que vão desde propriedades rurais até carteiras de criptomoedas. A operação teve início após a polícia estadual interceptar 552 kg de cocaína próximo à fronteira com o Paraguai, em dezembro de 2024. Investigações financeiras subsequentes revelaram um esquema de lavagem de dinheiro que canalizava os lucros do tráfico por meio de empresas de fachada de importação e exportação e companhias de logística que atuavam ao longo do corredor da BR-163, rota estratégica para exportação de soja. Segundo os investigadores, a rede utilizava manifestos de transporte legítimos para ocultar drogas destinadas aos portos de Santos e Salvador, facilitando o envio para a Europa. Para gestores de mobilidade corporativa e cadeias de suprimentos, a operação indica um aumento na fiscalização de cargas e passageiros na chamada região de “fronteira seca” em torno de Ponta Porã. Despachantes aduaneiros já relatam maior número de inspeções aleatórias e checagens documentais, o que pode atrasar entregas just-in-time e itinerários de viajantes a negócios. Empresas que movimentam funcionários expatriados ou mercadorias de alto valor pela região devem considerar prazos maiores e preparar dossiês completos de compliance. Fontes da PF indicam que a próxima fase da operação focará em facilitadores financeiros no distrito comercial bancário de São Paulo. Multinacionais são aconselhadas a revisar seus processos de due diligence com fornecedores para evitar vínculos involuntários com entidades sancionadas. A operação está alinhada com esforços governamentais mais amplos — como a recente intensificação da segurança nas fronteiras pela PRF — para retomar o controle dos 16.900 km de fronteiras terrestres do Brasil. Embora o objetivo imediato seja a repressão ao crime, especialistas em mobilidade destacam que a fiscalização contínua pode aumentar a confiança de investidores estrangeiros preocupados com riscos de segurança. Empresas com operações distribuídas na América Latina devem acompanhar os comunicados da PF e ajustar suas políticas de gestão de riscos em viagens, especialmente para colaboradores que transitam pela tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil.
Fonte: Polícia Federal
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