
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos divulgou uma declaração na manhã de 15 de junho confirmando o total apoio do país ao acordo preliminar entre EUA e Irã anunciado no fim de semana. No comunicado, Abu Dhabi pediu que Washington e Teerã passem "da assinatura à ação", suspendendo imediatamente as hostilidades, liberando todos os corredores marítimos e aéreos, e estabelecendo mecanismos de verificação sob supervisão da ONU. Os Emirados ressaltaram que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é uma condição essencial para a segurança energética global e para a recuperação do fluxo regional de passageiros e cargas, que foi severamente afetado pelas trocas de mísseis e drones no início deste ano. A declaração reiterou a oferta dos Emirados para sediar negociações técnicas sobre a desconflictuação das rotas aéreas civis e para coordenar com a Organização Marítima Internacional a atualização das melhores práticas de gestão (BMP) para o transporte comercial. Autoridades dos Emirados acrescentaram que os portos e aeroportos do país permanecem em alerta máximo, mas estão gradualmente retornando à capacidade operacional normal; os portos de Jebel Ali, em Dubai, e Khalifa, em Abu Dhabi, já operam com 85% do volume de contêineres pré-guerra, enquanto o fluxo de passageiros no Aeroporto Internacional de Dubai ultrapassou novamente 200 mil viajantes por dia. Para as empresas, a mensagem é que, apesar dos riscos, os Emirados pretendem proteger seu papel como principal centro logístico e de mobilidade da região. Linhas marítimas multinacionais já começaram a retomar chamadas diretas em Fujairah, e agentes de carga relatam que os prêmios de seguro contra riscos de guerra para trânsitos pelo Estreito de Ormuz caíram quase 30% após o anúncio do cessar-fogo. Gestores de viagens corporativas devem, no entanto, continuar monitorando os boletins de segurança das companhias aéreas e garantir que tripulações e funcionários designados estejam inscritos em sistemas de rastreamento que cobrem tanto movimentos marítimos quanto terrestres. Se o cessar-fogo se mantiver e as rotas marítimas permanecerem desobstruídas, analistas esperam uma rápida recuperação na demanda de passageiros no Golfo, especialmente nos setores de petróleo e gás, engenharia e gestão de projetos, que dependem de mobilizações de última hora em toda a região do Oriente Médio.
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