
Agentes da Guarda de Fronteira polonesa no aeroporto de Cracóvia–Balice emitiram uma ordem de retorno e um banimento de três anos para entrada em todo o espaço Schengen a um cidadão moldavo de 32 anos que tentou reentrar na Polônia em 24 de junho de 2026. Durante a inspeção secundária, os agentes descobriram que o homem portava dois passaportes moldavos válidos. Alternando entre os documentos de viagem, ele ocultou o fato de já ter passado 97 dias na Área Schengen dentro do atual período de referência de 180 dias, ultrapassando o limite de isenção de visto para cidadãos moldavos. A análise dos carimbos de entrada e saída, cruzada com o Sistema de Entrada/Saída da UE (EES), revelou que ele já havia tido a entrada recusada na fronteira de Stânca, na Romênia, em 5 de junho, pelo mesmo motivo. A troca de passaportes permitiu que ele cruzasse uma fronteira terrestre alguns dias depois, mas os registros eletrônicos do EES dispararam um alerta quando tentou voar para a Polônia. Este é o primeiro caso divulgado em um aeroporto polonês em que uma tentativa de uso de passaportes duplos foi detectada inteiramente por meio da correspondência biométrica e biográfica do EES — demonstrando a eficácia crescente do sistema antes de seu uso obrigatório em todas as fronteiras externas do espaço Schengen a partir de outubro. A porta-voz da Guarda de Fronteira, Major Anna Michalska, afirmou que o incidente “mostra que apenas os carimbos em papel não são mais suficientes para burlar a regra dos 90/180 dias.” Para empresas multinacionais que trazem técnicos ou equipes de projeto de curto prazo de países isentos de visto, o episódio serve de alerta: viajantes que atuam em vários países da UE podem facilmente perder a conta dos dias no espaço Schengen, e as companhias aéreas podem ser multadas por transportar passageiros inadmissíveis. A melhor prática é manter um controle centralizado dos dias e orientar os funcionários a viajarem sempre com um único passaporte durante toda a missão. Segundo a Lei de Estrangeiros da Polônia, o viajante teve que entregar ambos os passaportes até a partida e foi escoltado para a área fora do espaço Schengen. Agora, ele enfrenta uma proibição de 36 meses em todos os 29 países Schengen. Recursos devem ser apresentados em até 14 dias, mas raramente são aceitos quando a permanência irregular está documentada digitalmente.
Fonte: Onet (KrakowDlaWas)
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