
Os serviços interurbanos de alta frequência na linha convencional estratégica Bolonha–Milão, na Itália, foram suspensos às 07h30 do dia 26 de junho de 2026, após a presença de pessoas não autorizadas próximas aos trilhos, perto de Castelfranco Emilia. A Rete Ferroviaria Italiana (RFI) interrompeu o tráfego para inspeções de segurança, causando atrasos em cascata na rede nacional. Às 08h30, os trens voltaram a circular, mas com atrasos residuais de até 60 minutos; uma atualização às 09h30 reduziu o atraso para 70 minutos em alguns serviços regionais, com cancelamentos e terminais curtos ainda em vigor. O incidente não afetou diretamente a linha de alta velocidade paralela AV, mas a Trenitalia alertou que restrições na rotação das equipes poderiam impactar os horários do Frecciarossa ao longo da tarde. Para os gestores de mobilidade corporativa, o episódio evidencia a vulnerabilidade da principal artéria ferroviária do país, que conecta as principais regiões industriais da Itália e alimenta serviços transfronteiriços para Suíça, França e Alemanha. Empresas que transportam cargas urgentes por trem foram aconselhadas a antecipar entregas para o final da noite. A RFI reforçou sua política de tolerância zero contra invasões de trilhos e anunciou que drones adicionais farão patrulhas no corredor durante os fins de semana de verão, período em que as incursões acidentais aumentam historicamente. O operador também está testando alertas geofenced para avisar os maquinistas em tempo real, tecnologia que poderá ser integrada aos sistemas europeus de gestão de tráfego ferroviário. Passageiros com bilhetes afetados podem solicitar reembolso ou remarcar suas viagens conforme a política ‘Viaggia Sereno’ da Trenitalia. Quem tem voos de conexão em Milão recebeu oferta de transferência gratuita para o próximo serviço AV disponível, sujeito à disponibilidade de assentos. Até o fechamento desta edição, a expectativa era de retorno à normalidade antes do rush da noite.