
Em nota informativa de 6 de julho à Câmara dos Deputados do Brasil, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) soou o alerta sobre a recente decisão de Washington de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas estrangeiros. Autoridades argumentam que essa designação unilateral abre caminho para ações extraterritoriais “nas esferas financeira, migratória e penal” contra cidadãos brasileiros — mesmo aqueles com vínculos tênues. Na prática, a medida pode levar os EUA a congelar ativos, negar vistos ou bloquear aprovações do ESTA para brasileiros listados em bancos de dados do Tesouro, afirmou o Itamaraty.
O ministério também levantou o espectro — considerado de baixa probabilidade, mas alto impacto — de ações militares direcionadas sob a Autorização para Uso da Força Militar dos EUA de 2001, caso vidas americanas sejam consideradas ameaçadas. Para gestores de mobilidade global, a preocupação imediata é a emissão de vistos e a triagem secundária. Brasileiros destacados em projetos nos EUA que compartilhem sobrenomes com membros do PCC ou CV podem enfrentar verificações adicionais ou processos administrativos 221(g). Equipes de RH devem revisar os dados dos funcionários em relação à lista SDN da OFAC e preparar antecipadamente comprovações de propósitos legítimos de viagem.
Bancos com clientes brasileiros expatriados também se preparam para pedidos reforçados de due diligence por parte de instituições correspondentes americanas, o que pode atrasar o envio de salários. Consultores jurídicos recomendam atualizar cláusulas de conformidade com sanções em contratos de realocação e fornecedores para evitar violações inadvertidas. No âmbito diplomático, Brasília está pressionando por critérios mais claros, alertando que a medida pode prejudicar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado e comprometer a facilitação de viagens de negócios planejada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, onde o Brasil terá uma das maiores delegações.
O ministério também levantou o espectro — considerado de baixa probabilidade, mas alto impacto — de ações militares direcionadas sob a Autorização para Uso da Força Militar dos EUA de 2001, caso vidas americanas sejam consideradas ameaçadas. Para gestores de mobilidade global, a preocupação imediata é a emissão de vistos e a triagem secundária. Brasileiros destacados em projetos nos EUA que compartilhem sobrenomes com membros do PCC ou CV podem enfrentar verificações adicionais ou processos administrativos 221(g). Equipes de RH devem revisar os dados dos funcionários em relação à lista SDN da OFAC e preparar antecipadamente comprovações de propósitos legítimos de viagem.
Bancos com clientes brasileiros expatriados também se preparam para pedidos reforçados de due diligence por parte de instituições correspondentes americanas, o que pode atrasar o envio de salários. Consultores jurídicos recomendam atualizar cláusulas de conformidade com sanções em contratos de realocação e fornecedores para evitar violações inadvertidas. No âmbito diplomático, Brasília está pressionando por critérios mais claros, alertando que a medida pode prejudicar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado e comprometer a facilitação de viagens de negócios planejada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, onde o Brasil terá uma das maiores delegações.
Fonte: UOL / Agência Estado
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