
Viajantes brasileiros em breve poderão atravessar o rio Oyapock sem burocracia. Em 5 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial promulgando o acordo bilateral que elimina a exigência de visto de curta duração para portadores de passaportes brasileiros comuns que entram na Guiana Francesa, departamento ultramarino da França que faz fronteira com o estado do Amapá. A medida segue a cerimônia de assinatura realizada na semana passada em Brasília entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, que classificou o acordo como “um marco histórico” na integração transfronteiriça.
Pelo acordo, que entra em vigor em 1º de agosto de 2026, brasileiros poderão permanecer na Guiana Francesa por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias sem necessidade de visto, alinhando as regras às já vigentes para cidadãos da União Europeia no Brasil. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a dispensa do visto facilitará as travessias legais na ponte do Oyapock, desestimulará rotas irregulares usadas por contrabandistas e aprimorará a coleta de dados para cooperação entre as forças de segurança.
Do lado francês, destaca-se que a livre circulação ajudará ambos os países a combater crimes ambientais e a mineração ilegal de ouro na Amazônia. A mudança de política tem impacto econômico significativo para o Amapá. Autoridades locais em Macapá estimam que a fronteira simplificada pode aumentar em até 25% as viagens de compras nos fins de semana, o turismo médico e o comércio de pequena escala com a comuna vizinha de Saint-Georges-de-l’Oyapock.
Hotéis e operadores turísticos da região costeira já anunciaram pacotes promocionais voltados a servidores públicos franceses baseados em Caiena que buscam férias acessíveis na praia do lado brasileiro. Empresas de transporte coletivo transfronteiriço planejam adicionar duas frequências diárias extras assim que a demanda de passageiros crescer.
Empresas com equipes móveis devem atualizar suas políticas de viagem imediatamente: os funcionários não precisarão mais solicitar visto no consulado francês, mas deverão portar comprovante de hospedagem, seguro saúde e passagem de retorno. Também é importante orientar os colaboradores sobre os limites de permanência no estilo Schengen — ultrapassar o prazo pode resultar em multas da imigração francesa.
Enquanto isso, a fiscalização brasileira planeja testar um corredor biométrico conjunto com as autoridades francesas; viajantes frequentes poderão passar pela imigração em menos de cinco minutos. Para empregadores multinacionais, a novidade abre caminho para uma implantação mais ágil de projetos nos setores transfronteiriços de energia, mineração e telecomunicações, que dependem de técnicos que circulam entre Macapá, Oiapoque e Caiena.
Os departamentos de RH devem revisar as projeções de custos de deslocamento, já que a eliminação das taxas de visto e dos custos de envio pode reduzir em várias centenas de reais o valor de cada viagem.
Pelo acordo, que entra em vigor em 1º de agosto de 2026, brasileiros poderão permanecer na Guiana Francesa por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias sem necessidade de visto, alinhando as regras às já vigentes para cidadãos da União Europeia no Brasil. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a dispensa do visto facilitará as travessias legais na ponte do Oyapock, desestimulará rotas irregulares usadas por contrabandistas e aprimorará a coleta de dados para cooperação entre as forças de segurança.
Do lado francês, destaca-se que a livre circulação ajudará ambos os países a combater crimes ambientais e a mineração ilegal de ouro na Amazônia. A mudança de política tem impacto econômico significativo para o Amapá. Autoridades locais em Macapá estimam que a fronteira simplificada pode aumentar em até 25% as viagens de compras nos fins de semana, o turismo médico e o comércio de pequena escala com a comuna vizinha de Saint-Georges-de-l’Oyapock.
Hotéis e operadores turísticos da região costeira já anunciaram pacotes promocionais voltados a servidores públicos franceses baseados em Caiena que buscam férias acessíveis na praia do lado brasileiro. Empresas de transporte coletivo transfronteiriço planejam adicionar duas frequências diárias extras assim que a demanda de passageiros crescer.
Empresas com equipes móveis devem atualizar suas políticas de viagem imediatamente: os funcionários não precisarão mais solicitar visto no consulado francês, mas deverão portar comprovante de hospedagem, seguro saúde e passagem de retorno. Também é importante orientar os colaboradores sobre os limites de permanência no estilo Schengen — ultrapassar o prazo pode resultar em multas da imigração francesa.
Enquanto isso, a fiscalização brasileira planeja testar um corredor biométrico conjunto com as autoridades francesas; viajantes frequentes poderão passar pela imigração em menos de cinco minutos. Para empregadores multinacionais, a novidade abre caminho para uma implantação mais ágil de projetos nos setores transfronteiriços de energia, mineração e telecomunicações, que dependem de técnicos que circulam entre Macapá, Oiapoque e Caiena.
Os departamentos de RH devem revisar as projeções de custos de deslocamento, já que a eliminação das taxas de visto e dos custos de envio pode reduzir em várias centenas de reais o valor de cada viagem.
Fonte: Diário do Comércio
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