
A Polícia Federal (PF) intensificou a fiscalização de bagagens de rotina no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro–Galeão nas primeiras horas de sábado, 11 de julho de 2026, interceptando um passageiro doméstico que transportava 40 ampolas do supressor de apetite ‘Desobesi-M’. O viajante, de 20 anos, havia partido de Foz do Iguaçu, um polo de fronteira conhecido pelo mercado cinza de medicamentos, e tinha conexão marcada para Guarulhos (São Paulo) e Palmas (Tocantins). Segundo a equipe da PF no aeroporto, os agentes desconfiaram ao identificar, na imagem de raio-X, múltiplos frascos sem receita médica. A Anvisa classifica a substância como de controle especial; sua importação exige autorização prévia, que o passageiro não possuía. Ele foi preso em flagrante e agora responde por contrabando e importação de medicamento não registrado, conforme os artigos 334-A e 273 do Código Penal, cujas penas podem chegar a 12 anos de prisão. O caso evidencia como o contrabando de medicamentos se tornou uma questão de segurança aeroportuária com impacto direto na mobilidade. Como a maioria das companhias aéreas permite despacho de bagagem em itinerários domésticos com múltiplos trechos, cargas ilícitas podem entrar nos principais centros comerciais do país sem serem detectadas, a menos que sejam interceptadas no primeiro ponto de entrada. Gestores de viagens corporativas devem esperar um aumento nas inspeções aleatórias e considerar tempo extra para conexões apertadas, especialmente em voos originados na região tríplice fronteira com Paraguai e Argentina. Para multinacionais que transferem funcionários para ou dentro do Brasil, o episódio reforça a necessidade de orientar os colaboradores — especialmente os designados que desconhecem as regras locais — sobre os limites rigorosos de importação. O descumprimento não só acarreta responsabilidade criminal para o indivíduo, como também pode expor a empresa a riscos reputacionais e, em alguns casos, a fiscalização migratória sob a Lei de Migração, caso as autoridades suspeitem de redes organizadas de tráfico. A PF informou que vai trabalhar em conjunto com as unidades da Receita Federal e a Anvisa para rastrear a origem da droga e apurar se o passageiro atuava como “mula” para um esquema maior que transporta substâncias controladas por corredores aéreos domésticos. Novas operações conjuntas em hubs estratégicos são esperadas nas próximas semanas.
Fonte: Polícia Federal
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