
O Aeroporto Brussels South Charleroi (BSCA) divulgou um comunicado à imprensa em 14 de setembro alertando para possíveis interrupções após os controladores de tráfego aéreo do provedor estatal Skeyes apresentarem um novo aviso de greve. A paralisação, cujas datas ainda serão definidas, ocorre após uma série de paralisações no início deste ano devido a questões relacionadas ao número de funcionários e à flexibilidade das escalas. A administração do BSCA afirmou que as greves repetidas exercem “uma pressão especialmente forte sobre o ecossistema do aeroporto”, colocando em risco não apenas as viagens dos passageiros, mas também milhares de empregos regionais ligados a companhias aéreas de baixo custo e operadores logísticos baseados na Valônia. As companhias aéreas entrarão em contato diretamente com os passageiros assim que os horários dos voos forem confirmados; o aeroporto publicará atualizações contínuas online e nas redes sociais. Para os gestores de viagens, o maior risco são os cancelamentos de última hora dos voos da Ryanair e Wizz Air, que dominam a malha de Charleroi. O planejamento de contingência deve incluir rotas alternativas via Bruxelas Zaventem ou Lille, além de reservas flexíveis de hotéis e transportes terrestres. As greves na Skeyes podem afetar também o espaço aéreo em rota, impactando sobrevoos de e para os países vizinhos França e Holanda, de modo que até mesmo viajantes que não utilizam Charleroi podem enfrentar atrasos consequentes.