
Com os berlinenses se preparando para votar em 20 de setembro, uma reportagem da DW publicada em 14 de setembro destaca que cerca de 976 mil residentes adultos — 25% da população da cidade — não podem votar porque não são cidadãos alemães. Esse número dobrou desde 2011 e representa a maior taxa de privação de direitos eleitorais em qualquer estado alemão. Contribuintes estrangeiros entrevistados pela DW expressaram frustração por financiarem serviços locais, mas não terem representação política. A prefeita distrital verde Stefanie Remlinger organizou uma “eleição simbólica” em Berlin-Mitte para conscientizar e pressionar por regras de naturalização mais acessíveis. O debate vai muito além da política eleitoral. A Alemanha projeta uma falta de 440 mil trabalhadores até 2029; a retenção de talentos internacionais é crucial para os setores de tecnologia e criatividade de Berlim. Especialistas em mobilidade alertam que filas prolongadas para naturalização — de dois anos ou mais em alguns distritos — estão levando alguns migrantes qualificados a se mudarem para jurisdições mais acolhedoras, como Portugal ou Holanda. Departamentos de RH corporativos são incentivados a apoiar seus funcionários no processo de cidadania e a pressionar por uma administração mais ágil, já que a rotatividade de funcionários ligada à insegurança de residência gera custos reais de reposição.
Fonte: Deutsche Welle
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