
El País revelou um negócio clandestino em expansão na capital espanhola que vende registros municipais no ‘padrón’ — o certificado essencial que comprova o endereço local de um residente — para imigrantes sem documentação, por valores que variam entre 50 e 300 euros, apesar do serviço ser gratuito por lei. Anúncios circulam no WhatsApp e Facebook oferecendo registro imediato em apartamentos superlotados ou lojas vazias. Em vários imóveis, as autoridades encontraram dezenas de pessoas oficialmente registradas no mesmo endereço.
Estar no padrón é a porta de entrada para o sistema público de saúde, educação e, principalmente, para caminhos de regularização, como o arraigo social. Desesperados para iniciar o processo de residência legal, muitos recém-chegados estão dispostos a pagar. Os fraudadores costumam orientar os clientes sobre como responder às perguntas dos funcionários municipais e agendar as raras vagas disponíveis. Alguns chegam a falsificar contratos de aluguel ou contas de serviços.
A Prefeitura afirma que processa os registros “normalmente”, mas ONGs denunciam que as agendas de atendimento abrem brevemente ao amanhecer e desaparecem em minutos, aumentando a demanda por intermediários ilegais. O aumento coincide com uma reforma migratória nacional que permitirá até 300 mil imigrantes sem documentação por ano regularizarem sua situação por meio de cursos e trabalho, tornando a comprovação no padrón ainda mais valiosa para os candidatos.
Para as empresas, o escândalo evidencia riscos de conformidade. Funcionários contratados sob as novas regras de flexibilidade da Espanha ainda precisam comprovar registro local para fins fiscais e de inscrição na seguridade social. Departamentos de RH que dependem de empresas terceirizadas de realocação são aconselhados a verificar cuidadosamente os documentos de moradia para evitar patrocinar, sem saber, registros fraudulentos no padrón.
A polícia municipal de Madri iniciou uma investigação contra pelo menos três “gestorias” de bairros suspeitas de orquestrar o esquema. As penalidades incluem multas e, para reincidentes, prisão por fraude documental. A cidade estuda abrir escritórios temporários de registro em áreas de alta demanda e lançar uma campanha para lembrar os proprietários que podem registrar inquilinos sem comprometer sua situação fiscal.
Estar no padrón é a porta de entrada para o sistema público de saúde, educação e, principalmente, para caminhos de regularização, como o arraigo social. Desesperados para iniciar o processo de residência legal, muitos recém-chegados estão dispostos a pagar. Os fraudadores costumam orientar os clientes sobre como responder às perguntas dos funcionários municipais e agendar as raras vagas disponíveis. Alguns chegam a falsificar contratos de aluguel ou contas de serviços.
A Prefeitura afirma que processa os registros “normalmente”, mas ONGs denunciam que as agendas de atendimento abrem brevemente ao amanhecer e desaparecem em minutos, aumentando a demanda por intermediários ilegais. O aumento coincide com uma reforma migratória nacional que permitirá até 300 mil imigrantes sem documentação por ano regularizarem sua situação por meio de cursos e trabalho, tornando a comprovação no padrón ainda mais valiosa para os candidatos.
Para as empresas, o escândalo evidencia riscos de conformidade. Funcionários contratados sob as novas regras de flexibilidade da Espanha ainda precisam comprovar registro local para fins fiscais e de inscrição na seguridade social. Departamentos de RH que dependem de empresas terceirizadas de realocação são aconselhados a verificar cuidadosamente os documentos de moradia para evitar patrocinar, sem saber, registros fraudulentos no padrón.
A polícia municipal de Madri iniciou uma investigação contra pelo menos três “gestorias” de bairros suspeitas de orquestrar o esquema. As penalidades incluem multas e, para reincidentes, prisão por fraude documental. A cidade estuda abrir escritórios temporários de registro em áreas de alta demanda e lançar uma campanha para lembrar os proprietários que podem registrar inquilinos sem comprometer sua situação fiscal.
Fonte: El País