
O estado amazônico do Pará cedeu à pressão dos pecuaristas e adiou em até quatro anos o cronograma obrigatório de rastreamento de gado, estendendo o prazo para a identificação por brinco de todos os 26 milhões de cabeças para 31 de dezembro de 2030. A rastreabilidade completa do rebanho estava prevista para 2027, com a primeira fase entrando em vigor já em janeiro próximo.
ONGs ambientais classificaram a medida como um retrocesso no combate ao desmatamento e alertaram que isso pode dificultar o acesso a mercados onde os compradores exigem comprovação de que a carne bovina não está ligada ao desmatamento ilegal. A regulamentação da União Europeia para cadeias de suprimento livres de desmatamento, que entrará em vigor em 2026, exigirá que os importadores apresentem dados de geolocalização do gado.
Do ponto de vista da mobilidade, o adiamento elimina a pressão imediata de conformidade sobre os transportadores de gado vivo e as equipes de inspeção veterinária que circulam entre fazendas do Pará e portos fluviais. No entanto, empresas de logística que já investiram em leitores RFID e registros de movimentação baseados em nuvem agora enfrentam um horizonte maior para retorno do investimento.
Exportadores que operam cadeias integradas em Mato Grosso e Rondônia temem que regras descoordenadas criem pontos de controle fragmentados nas fronteiras estaduais, atrasando o fluxo de caminhões entre estados. As autoridades federais ainda pretendem proibir o trânsito interestadual de gado não registrado até 2033, mas, com o Pará abrigando um quinto do rebanho brasileiro, a fiscalização pode ser complicada.
Os responsáveis pela sustentabilidade corporativa devem considerar esse atraso em suas avaliações de risco: clientes que contavam com o cronograma original do Pará para cumprir os requisitos de origem da UE ou do Reino Unido podem precisar de soluções temporárias de verificação ou buscar regiões alternativas até que a marcação seja universal.
ONGs ambientais classificaram a medida como um retrocesso no combate ao desmatamento e alertaram que isso pode dificultar o acesso a mercados onde os compradores exigem comprovação de que a carne bovina não está ligada ao desmatamento ilegal. A regulamentação da União Europeia para cadeias de suprimento livres de desmatamento, que entrará em vigor em 2026, exigirá que os importadores apresentem dados de geolocalização do gado.
Do ponto de vista da mobilidade, o adiamento elimina a pressão imediata de conformidade sobre os transportadores de gado vivo e as equipes de inspeção veterinária que circulam entre fazendas do Pará e portos fluviais. No entanto, empresas de logística que já investiram em leitores RFID e registros de movimentação baseados em nuvem agora enfrentam um horizonte maior para retorno do investimento.
Exportadores que operam cadeias integradas em Mato Grosso e Rondônia temem que regras descoordenadas criem pontos de controle fragmentados nas fronteiras estaduais, atrasando o fluxo de caminhões entre estados. As autoridades federais ainda pretendem proibir o trânsito interestadual de gado não registrado até 2033, mas, com o Pará abrigando um quinto do rebanho brasileiro, a fiscalização pode ser complicada.
Os responsáveis pela sustentabilidade corporativa devem considerar esse atraso em suas avaliações de risco: clientes que contavam com o cronograma original do Pará para cumprir os requisitos de origem da UE ou do Reino Unido podem precisar de soluções temporárias de verificação ou buscar regiões alternativas até que a marcação seja universal.
Fonte: Reuters
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