
Em uma decisão acompanhada de perto por exportadores de carne e fornecedores de logística agropecuária, o estado do Pará adiou em quase cinco anos o prazo obrigatório para a rastreabilidade do gado. Segundo as regras aprovadas em 2023, os pecuaristas tinham até 1º de janeiro de 2026 para identificar os 26 milhões de cabeças de gado da região amazônica e até 2027 para garantir a rastreabilidade digital completa antes da movimentação ou venda dos animais. Alegando custos e dificuldades técnicas, as associações de produtores convenceram o governo estadual a postergar o prazo final para 31 de dezembro de 2030.
O adiamento é relevante para a mobilidade global porque o Pará está situado em importantes corredores fluviais e rodoviários que transportam gado vivo e carne da floresta para frigoríficos exportadores em São Paulo e para portos que atendem ao Oriente Médio e à China. Sem o uso uniforme de e-tags eletrônicas e dos certificados digitais Guia de Trânsito Animal (GTA), os fiscais nas fronteiras dos estados vizinhos podem — e frequentemente fazem — reter as cargas, causando atrasos de vários dias para caminhões frigoríficos e transportadores de animais.
Organizações ambientais criticaram a decisão, alertando que ela enfraquece a credibilidade do Brasil às vésperas da COP30, que será realizada em Belém no próximo ano. No entanto, operadores logísticos afirmam que o adiamento ao menos oferece mais tempo para pequenos pecuaristas e transportadores atualizarem scanners portáteis, conexões via satélite e interfaces SAP necessárias para enviar dados ao sistema federal SICAR.
As normas nacionais ainda exigem rastreabilidade completa até 2033, e grandes multinacionais do setor de carne, como JBS e Marfrig, indicaram que manterão seus próprios prazos para 2027, exigindo que os fornecedores cumpram para não perder acesso aos mercados da União Europeia e do Reino Unido. Gestores de mobilidade que organizam o transporte interestadual ou internacional de gado devem, portanto, acompanhar os calendários de conformidade tanto estaduais quanto corporativos, além de prever possíveis fiscalizações na fronteira Pará–Mato Grosso, onde forças-tarefa da PRF e do MAPA intensificaram as inspeções pontuais.
Na prática, os planejadores logísticos devem incluir folgas de 24 a 48 horas nos cronogramas de transporte, garantir que os motoristas portem GTAs físicos e digitais, e verificar se os pecuaristas terceirizados estão registrando os animais, mesmo com o adiamento da obrigatoriedade. O descumprimento pode resultar em frotas retidas em pontos de controle, multas de R$ 5.000 por cabeça e risco de perda dos certificados de exportação para toda a carga.
O adiamento é relevante para a mobilidade global porque o Pará está situado em importantes corredores fluviais e rodoviários que transportam gado vivo e carne da floresta para frigoríficos exportadores em São Paulo e para portos que atendem ao Oriente Médio e à China. Sem o uso uniforme de e-tags eletrônicas e dos certificados digitais Guia de Trânsito Animal (GTA), os fiscais nas fronteiras dos estados vizinhos podem — e frequentemente fazem — reter as cargas, causando atrasos de vários dias para caminhões frigoríficos e transportadores de animais.
Organizações ambientais criticaram a decisão, alertando que ela enfraquece a credibilidade do Brasil às vésperas da COP30, que será realizada em Belém no próximo ano. No entanto, operadores logísticos afirmam que o adiamento ao menos oferece mais tempo para pequenos pecuaristas e transportadores atualizarem scanners portáteis, conexões via satélite e interfaces SAP necessárias para enviar dados ao sistema federal SICAR.
As normas nacionais ainda exigem rastreabilidade completa até 2033, e grandes multinacionais do setor de carne, como JBS e Marfrig, indicaram que manterão seus próprios prazos para 2027, exigindo que os fornecedores cumpram para não perder acesso aos mercados da União Europeia e do Reino Unido. Gestores de mobilidade que organizam o transporte interestadual ou internacional de gado devem, portanto, acompanhar os calendários de conformidade tanto estaduais quanto corporativos, além de prever possíveis fiscalizações na fronteira Pará–Mato Grosso, onde forças-tarefa da PRF e do MAPA intensificaram as inspeções pontuais.
Na prática, os planejadores logísticos devem incluir folgas de 24 a 48 horas nos cronogramas de transporte, garantir que os motoristas portem GTAs físicos e digitais, e verificar se os pecuaristas terceirizados estão registrando os animais, mesmo com o adiamento da obrigatoriedade. O descumprimento pode resultar em frotas retidas em pontos de controle, multas de R$ 5.000 por cabeça e risco de perda dos certificados de exportação para toda a carga.
Fonte: Reuters