
A tinta mal secou no extraordinário decreto de regularização da Espanha, e já é possível ver a demanda reprimida. No dia 29 de janeiro, centenas de cidadãos paquistaneses formaram filas de 200 metros em frente ao consulado do seu país em Barcelona, tentando obter o certificado policial obrigatório que comprova a ausência de antecedentes criminais. O cônsul-geral Murad Ali Wazir disse ao *El País* que seu escritório está emitindo cerca de 1.000 certificados por dia e ampliou o horário de atendimento para noites e fins de semana.
Segundo o decreto, qualquer estrangeiro que resida na Espanha antes de 31 de dezembro de 2025 e comprove pelo menos cinco meses de estadia contínua tem direito a uma autorização de residência e trabalho válida por um ano. Um dos poucos documentos indispensáveis é o extrato de antecedentes criminais do país de origem, traduzido e legalizado. Para comunidades com grandes diásporas — paquistanesa, bengalesa, marroquina — a capacidade consular tornou-se o principal gargalo.
O escritório municipal de integração de Barcelona mobilizou voluntários para ajudar os requerentes a preencher formulários online e agendar atendimentos biométricos, mas a demanda ainda supera a oferta. ONGs de migração alertam que “corretores de cita” no mercado negro cobram até €80 por vagas que deveriam ser gratuitas.
Para os empregadores, o aumento da regularização é uma faca de dois gumes. A medida promete ampliar o quadro legal de talentos em logística, agricultura e cuidados, mas os funcionários podem precisar de folgas para buscar documentos ou viajar às embaixadas em Madri ou Paris, caso os consulados locais estejam saturados. As equipes de mobilidade devem incluir flexibilidade nas escalas de fevereiro e março e considerar o reembolso de custos de viagem para documentos essenciais.
As autoridades espanholas afirmam que estão em contato com consulados de grande demanda para permitir submissões em grupo, mas ainda não há cronograma definido. Empresas que enviam colaboradores temporários do Paquistão devem acompanhar a disponibilidade de agendamentos, já que atrasos consulares podem também impactar vistos de negócios.
Segundo o decreto, qualquer estrangeiro que resida na Espanha antes de 31 de dezembro de 2025 e comprove pelo menos cinco meses de estadia contínua tem direito a uma autorização de residência e trabalho válida por um ano. Um dos poucos documentos indispensáveis é o extrato de antecedentes criminais do país de origem, traduzido e legalizado. Para comunidades com grandes diásporas — paquistanesa, bengalesa, marroquina — a capacidade consular tornou-se o principal gargalo.
O escritório municipal de integração de Barcelona mobilizou voluntários para ajudar os requerentes a preencher formulários online e agendar atendimentos biométricos, mas a demanda ainda supera a oferta. ONGs de migração alertam que “corretores de cita” no mercado negro cobram até €80 por vagas que deveriam ser gratuitas.
Para os empregadores, o aumento da regularização é uma faca de dois gumes. A medida promete ampliar o quadro legal de talentos em logística, agricultura e cuidados, mas os funcionários podem precisar de folgas para buscar documentos ou viajar às embaixadas em Madri ou Paris, caso os consulados locais estejam saturados. As equipes de mobilidade devem incluir flexibilidade nas escalas de fevereiro e março e considerar o reembolso de custos de viagem para documentos essenciais.
As autoridades espanholas afirmam que estão em contato com consulados de grande demanda para permitir submissões em grupo, mas ainda não há cronograma definido. Empresas que enviam colaboradores temporários do Paquistão devem acompanhar a disponibilidade de agendamentos, já que atrasos consulares podem também impactar vistos de negócios.
Fonte: El País