
Horas depois dos Estados Unidos proibirem Conner Rousseau, o ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, convocou altos funcionários da embaixada e condenou publicamente a decisão como “incompatível com os valores democráticos”. Em um comunicado em 21 de fevereiro de 2026, Prévot afirmou que Bruxelas buscará uma explicação oficial por meio dos canais diplomáticos e alertou que restrições à liberdade de expressão não podem fundamentar relações entre aliados. A intervenção de Prévot indica que a Bélgica pretende defender os direitos de mobilidade de seus cidadãos, mesmo quando isso for politicamente inconveniente. O ministro destacou que a Bélgica permite críticas contundentes às políticas externas e que os próprios EUA defendem a liberdade de expressão globalmente. Analistas observam que, com as eleições se aproximando, o governo não pode ser visto como tolerante a medidas punitivas contra um líder da oposição sem protestar. Para empresas globais, o caso reforça a importância do diálogo entre governos para resolver proibições de viagem pontuais. Caso os EUA concordem em revisar ou limitar no tempo a medida, isso tranquilizaria as empresas quanto à movimentação de seus funcionários, evitando interrupções por disputas políticas. Por outro lado, um impasse prolongado poderia criar um precedente para que outros países adotem restrições recíprocas — um cenário que associações de viagens de negócios querem evitar. Na prática, os serviços consulares da Bélgica começaram a documentar casos em que portadores de passaporte belga enfrentam maior rigor nos pontos de entrada dos EUA, procedimento geralmente reservado a destinos de alto risco. Gestores de mobilidade são aconselhados a informar os viajantes sobre seus direitos sob as regras do ESTA e isenção de visto, além de manter contatos de emergência da embaixada belga em Washington à mão.
Fonte: The Brussels Times