
A Alfândega de Hong Kong prendeu uma mulher de 21 anos que chegava de Bangkok em 21 de fevereiro, após os agentes encontrarem cerca de três quilos de flores de cannabis embaladas a vácuo escondidas em sua bagagem despachada e de mão, além de um triturador com resíduos e um produto alternativo para fumar. A carga tem um valor estimado de HK$600.000 no mercado negro. As autoridades informaram que a passageira foi selecionada pelo sistema de avaliação de risco do departamento, que identifica rotas de alto risco e padrões de viagem irregulares para inspeção secundária. A suspeita foi acusada de tráfico de droga perigosa e de importação de produtos alternativos para fumar; ela deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de West Kowloon em 23 de fevereiro. A apreensão destaca uma tendência mais ampla: nas primeiras sete semanas de 2026, a Alfândega detectou seis casos de drogas transportadas por passageiros em voos provenientes do Sudeste Asiático, confiscando um total de 23 kg de cannabis, cetamina e MDMA. Os agentes atribuem o aumento ao aproveitamento dos contrabandistas da retomada do turismo de lazer pós-pandemia entre Hong Kong e centros regionais. Segundo a Lei de Drogas Perigosas, o tráfico pode resultar em prisão perpétua e multa de até HK$5 milhões. A Alfândega alertou os viajantes para não aceitarem pacotes de desconhecidos e pediu às companhias aéreas que reforcem a triagem de bagagens antes do embarque. Para gestores de viagens corporativas e de missões, o caso reforça a importância de orientações pré-viagem sobre a política de tolerância zero de Hong Kong em relação a narcóticos: mesmo quantidades mínimas de substâncias controladas – incluindo produtos de CBD legais em outros lugares – podem levar a processos, detenção e danos à reputação das empresas.