
Dados recentes do Eurostat, divulgados em 31 de março, mostram que Chipre concedeu cidadania a 1,21% de sua população não nacional em 2024 — menos da metade da média da UE, que é de 2,73%, e muito atrás de líderes do norte da Europa, como a Suécia (7,55%). Enquanto o total de naturalizações na UE atingiu um recorde de 1,2 milhão, Chipre processou apenas uma parcela modesta, apesar de operar programas populares de residência permanente e investimentos na “Categoria F”. Analistas atribuem a baixa taxa a testes rigorosos de idioma, exigências prolongadas de residência e às consequências da suspensão, em 2020, do Programa de Investimento de Chipre, que antes impulsionava o aumento na concessão de passaportes.
O Ministério do Interior estaria avaliando reformas para reduzir o tempo de residência exigido para profissionais altamente qualificados de sete para cinco anos e para introduzir exames de idioma informatizados — medidas que visam manter Chipre atraente como polo de relocação, em meio à forte concorrência de Portugal e Grécia. Para trabalhadores globais, os dados indicam que obter um passaporte cipriota — útil para viagens sem visto a mais de 180 destinos e, assim que a participação no espaço Schengen for ativada, para circulação livre na UE — continua sendo um processo de longo prazo.
Empresas podem precisar destacar incentivos alternativos, como o regime fiscal “non-dom” de 17 anos da ilha e a isenção de 50% do imposto de renda para salários acima de €55.000, ao oferecer vagas para talentos de alto nível. Advogados especializados em imigração afirmam que o tempo médio de espera para naturalização atualmente é de nove anos, desde a chegada até a cerimônia de juramento. Está em discussão um caminho simplificado para residentes de segunda geração, que poderia reduzir os prazos para dependentes de executivos transferidos para a ilha.
Até que essas mudanças se concretizem, empregadores devem prever múltiplas renovações de permissões de trabalho e considerar possíveis viagens fora da ilha para revalidação de vistos, enquanto o acesso ao Schengen permanece pendente. O relatório do Eurostat também destaca tendências mais amplas na UE: sírios, marroquinos e albaneses foram as três principais nacionalidades a adquirir cidadania europeia no ano passado. Em Chipre, porém, os maiores grupos beneficiados foram russos e britânicos buscando mobilidade na UE após o Brexit — um indicativo de que o passaporte cipriota continua valorizado, embora difícil de obter.
O Ministério do Interior estaria avaliando reformas para reduzir o tempo de residência exigido para profissionais altamente qualificados de sete para cinco anos e para introduzir exames de idioma informatizados — medidas que visam manter Chipre atraente como polo de relocação, em meio à forte concorrência de Portugal e Grécia. Para trabalhadores globais, os dados indicam que obter um passaporte cipriota — útil para viagens sem visto a mais de 180 destinos e, assim que a participação no espaço Schengen for ativada, para circulação livre na UE — continua sendo um processo de longo prazo.
Empresas podem precisar destacar incentivos alternativos, como o regime fiscal “non-dom” de 17 anos da ilha e a isenção de 50% do imposto de renda para salários acima de €55.000, ao oferecer vagas para talentos de alto nível. Advogados especializados em imigração afirmam que o tempo médio de espera para naturalização atualmente é de nove anos, desde a chegada até a cerimônia de juramento. Está em discussão um caminho simplificado para residentes de segunda geração, que poderia reduzir os prazos para dependentes de executivos transferidos para a ilha.
Até que essas mudanças se concretizem, empregadores devem prever múltiplas renovações de permissões de trabalho e considerar possíveis viagens fora da ilha para revalidação de vistos, enquanto o acesso ao Schengen permanece pendente. O relatório do Eurostat também destaca tendências mais amplas na UE: sírios, marroquinos e albaneses foram as três principais nacionalidades a adquirir cidadania europeia no ano passado. Em Chipre, porém, os maiores grupos beneficiados foram russos e britânicos buscando mobilidade na UE após o Brexit — um indicativo de que o passaporte cipriota continua valorizado, embora difícil de obter.
Fonte: Cyprus Mail