
O cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, iniciado em 8 de abril, reduziu a volatilidade dos preços do petróleo, mas não reabriu imediatamente o espaço aéreo do Oriente Médio. Emirates e Qatar Airways continuam operando apenas serviços em “corredores”, enquanto Air France-KLM, Lufthansa Group e British Airways mantêm suspensões totais para Teerã e vários destinos do Golfo. Para os viajantes brasileiros, o impacto mais concreto está no corredor São Paulo–Doha: a Qatar Airways planeja retomar as frequências diárias apenas a partir de 14 de abril, sujeitas a aprovações de segurança. A rota da Emirates entre Rio de Janeiro e Doha permanece limitada a três voos semanais, com políticas flexíveis de remarcação válidas até pelo menos 30 de abril. Compradores de passagens enfrentam tarifas mais altas nos voos restantes via Istambul ou Adis Abeba, enquanto exportadores relatam falta de capacidade para cargas perecíveis transportadas pelo Emirates SkyCargo. Seguradoras recomendam que empresas mantenham as apólices de risco de guerra ativas, apesar da trégua, alertando que o acordo de 14 dias pode ser revogado a qualquer momento. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil atualizou as listas de contatos de emergência para cidadãos presos na região e aconselha os brasileiros a evitarem viagens além dos aeroportos de conexão até que os horários dos voos se normalizem. Com o fim do Ramadã e a aproximação da temporada de vistos para o Hajj de 2026, qualquer prolongamento das restrições pode comprometer planos de fretamento para turismo religioso e visitas corporativas relacionadas a projetos de construção brasileiros na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos.
Fonte: Melhores Destinos