
O órgão regulador da aviação civil do Brasil, ANAC, acionou seu protocolo de “pré-crise” em 9 de abril de 2026, após uma queda de energia no Centro de Controle de Área de São Paulo que forçou a suspensão de 71 minutos de todas as decolagens e pousos no corredor aéreo mais movimentado do país. As operações no aeroporto de Congonhas (CGH) e no espaço aéreo do Terminal São Paulo foram interrompidas das 08h58 às 10h09, horário local, enquanto técnicos restauravam o sistema. Embora o serviço tenha sido normalizado, a ANAC está avaliando o efeito cascata na malha aérea nacional. Estimativas iniciais indicam dezenas de atrasos e conexões perdidas em hubs de Brasília, Rio de Janeiro e Recife — evidenciando a dependência da malha aérea brasileira pelo nó de São Paulo. A agência não descarta a adoção de medidas emergenciais adicionais caso os atrasos se agravem ao longo do dia. Para gestores de viagens corporativas, o incidente reforça a necessidade de prever margens de segurança nas conexões no mesmo dia e revisar os tempos mínimos de conexão em itinerários com destino ao Brasil. As companhias aéreas continuam obrigadas a prestar assistência conforme a Resolução 400 da ANAC, que garante reacomodação, alimentação, comunicação e, após quatro horas, hospedagem em caso de atrasos atribuíveis à companhia ou ao sistema aéreo. Grandes multinacionais com escritórios em São Paulo orientam viajantes a monitorar aplicativos como Flightradar24 e a guardar os cartões de embarque para possíveis reembolsos. Transportadoras que movimentam cargas urgentes via Guarulhos (GRU) também avaliam redirecionar fretes pelo aeroporto de Viracopos (VCP), em Campinas, caso ocorram novas falhas técnicas. O episódio aumenta a pressão sobre o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para acelerar a substituição dos equipamentos antigos dos centros de controle, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo FIFA 2026 e o aumento esperado no fluxo de passageiros internacionais.
Fonte: R7 Notícias